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Túnel do tempo

Fotos:
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Texto: RIOetc

Fotos: Tiago Petrik

 

[Rafael Doria]

Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiii… Com esse som abriram-se as portas do veículo que nos conduzia ao passado pelo túnel do tempo. Degraus que se movem nos levaram a um portal com uma luz intensa ao final. Copacabana nos anos 50 e 60, esse foi o sonho que quase se realizou quando saímos do metrô da Siqueira Campos em busca dos painéis em mosaico espalhados pelo bairro.

A caça a estes ancestrais da arte urbana iniciou-se com a missão de encontrar os famosos murais de Paulo Werneck, um gênio da pastilhinha de vidrotil, responsável por inúmeros trabalhos por todo país. Assim descobrimos nossos dois primeiro tesouros, um na Dias da Rocha e outro na Anita Garibaldi. Dois trabalhos distintos, mas que claramente fizeram parte de um mesmo momento do artista, com a utilização da mesma palheta de cores e lindas formas similares em sua composição.

Seguindo em direção ao Posto 6 encontramos um painel do grande cineasta Mário Carneiro, autor de mais de 20 filmes importantes da nossa história cinematográfica. A impactante simplicidade harmonicamente distribuídas pelo painel chamam a atenção nesse avô da pixel art, na esquina das ruas Bolívar e Pompeu Loureiro.

Mais à frente, onde Raul Pompéia e Julio de Castilhos se cruzam, uma aula de cor e divisão espacial com Noêmia Guerra, que continua atual com cores ainda muito vibantes e incomuns nesse tipo de produção. Ali a brisa do mar chegou até nós e quase ouvi acordes de bossa nova enquanto admirava a obra. Só faltava um mural para fechar nossa nossa viagem no tempo, e assim fomos ao encontro da obra de Lygia Clark, que nos esperava na Atlântica.

Lá estava ela enxutíssima, cheia de vitalidade e com aquele ar de inquietação. O porteiro atua como um guia de museu, dando informações sobre o painel que completa 60 anos embelezando o número 3992 da Atlântica.

Pra embarcar nessa viagem, é só clicar nas setinhas: elas te levarão até 1951. Aproveite!

 

 

Este post é mais uma gentileza da Gafisa pra você.

 

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