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RIOetc entrevista Mateu Velasco e Rafael Dória

Fotos:
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Texto: RIOetc
Foto: Divulgação / Mateu Velasco
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É com orgulho que a gente recebe neste espaço Mateu Velasco e Rafael Dória. Não é de hoje que a gente admira o trabalho deles – nas ruas, nas telas, na lataria da nossa querida Kombi… E dá gosto quando se vê um trabalho consistente como o dessa dupla decolando. Nesta quarta, o Mateu inaugura uma individual na Galeria Movimento, em Copacabana; o convite da exposição traz um texto da graaaaaande Thereza Miranda (80 anos de arte!) declarando sua admiração pelo cara. É brincadeira?! Do Dória, amigo de longa data, a gente já falou algumas vezes aqui no blog. Sambista, artista plástico e professor, nesta entrevista ele humildemente rejeita o título de “grafiteiro”. A gente pede desculpas por discordar, e aproveita pra agradecer aos dois, por deixarem nossas ruas mais bonitas com sua arte. Não apenas através dos muros e paredes pintados por eles, mas também pelas estampas que já fizeram para grifes como Bee e Maria Filó. E a gente adianta que outras virão por aí! Com vocês, os multiartistas Mateu e Dória:

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Vocês enfrentaram algum tipo de preconceito quando começaram a grafitar? Como era antes e como é hoje?

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[Mateu Velasco] Preconceito acho que não, mais curiosidade. Pintar na rua era algo novo para o contexto da época aqui no Rio de Janeiro. Hoje acho que essa cultura ja está mais difundida.
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[Rafael Dória] Eu comecei com o graffiti depois de velho, já tinha 30 anos. Mas não sou grafiteiro. Uso a técnica do graffiti, mas a galera do graffitti mesmo leva isso no seu dia a dia, no seu estilo de vida. O pouco preconceito que rolou foi por parte desse pessoal que já estava na batalha há muito tempo e, de repente, viu um ilustrador dividindo o espaço com eles. Mas eu entendo, porque essa galera que começou foi quem realmente batalhou pro graffiti ser reconhecido como forma de arte como é hoje. Na verdade, esses caras são meus professores, apesar de mais novos que eu.


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