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RIOetc entrevista MARIA CLARA e CAROL

Fotos:
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Texto: RIOetc
Foto: Camila Uchôa


Maria Clara Salgado, 26 anos de praia, e Carolina Solberg, 22, são filhas da eterna musa do vôlei Isabel. Como ela, representam a carioquice, com muito estilo. Ganham a vida na praia e fazem o que gostam – ralando muito sob o sol, é verdade -, e são um enfeite na já linda paisagem ipanemense. Depois de um treino na rede em frente à Garcia, as duas craques nos receberam para um bate-papo em que falam até de esporte, mas também palpitam sobre biquínis e as novas regras das areias, que já foi tema aqui no RIOetc esta semana. Pra quem é de fora do Rio, vão também algumas dicas de lugares simpáticos pra se curtir a cidade – que é pequenininha, vejam só: a Maria Clara é casada com o artista plástico e grafiteiro Toz (Tomaz), que já foi nosso personagem; e a Carol também foi flagrada por nossas lentes, feliz da vida, no último carnaval. Ah, e tem mais: elas também são nossas colegas blogueiras!

Qual é a segunda melhor praia do mundo?
[Maria] Depois de Ipanema, é claro…
[Carol] Bali… Se bem que no Brasil também tem cada uma! Ano passado fui de carro pra Bahia e fui parando praia atrás de praia e não sei dizer qual é a mais bonita. Barra Grande é impressionante. Mas sem dúvida a melhor é aqui, isso aqui é um absurdo. Agora vou pra Costa Rica surfar. Eu surfo desde os 14, mas não evoluo, porque eu só surfo nas horas em que não atrapalha o vôlei. Tenho um mês de férias sempre, e normalmente uso esse mês pra surfar.
[Maria] E eu vou pra Bahia. Barra Grande foi o lugar lá que eu mais gostei, mas desta vez devo ir pra Praia do Forte, mas ainda não temos destino exato. O Thomaz é baiano, tem família lá.

Maria Clara (Foto: Camila Uchôa)



Carol (foto: Camila Uchôa)


Que filtro solar vocês usam?
[Carol] A gente tem usado um filtro da Shiseido fator 90 que é muito bom, mas não lembro o nome.
[Maria] E tem também um da Medley, que é bem grosso, uma capa.
[Carol] O da Shiseido é mais fininho, mas a gente usa um pó compacto depois, que gruda, aí o protetor não sai.
Como vocês escolhem o biquíni que usam?
[Maria] A gente considera o conforto. E é claro que a gente odeia ficar esquisita no biquíni. Mas agora a Salinas faz os nossos biquínis.
[Carol] E a gente pode pedir pra fazer mais assim, mais assado…
[Maria] E a gente acaba dando dicas sobre conforto e sobre estilo.
[Carol] Por exemplo, elas fizeram um biquíni com um coração de metal atrás. A gente adorou, mas não ficou tão confortável. Então elas fizeram um com lacinho, que ficou ótimo.
[Maria] É muito bom ficar confortável e se sentindo bonitinha. Antigamente, biquíni de jogo era uma coisa enorme, bruta. Lá fora, então, era uma coisa inacreditável, feia mesmo. E a gente é carioca…  A gente trouxe um biquíni de fora que era da nossa mãe, que era de pano, que serviu de inspiração pro que a gente usa.
[Carol] Era meio hippie, tinha tie dye. Mas bem melhor que o primeiro da Nike que a gente usou. Era uma coisa enorme, azul com laranja, bem feio.
[Maria] Horrível! 

Foto: Camila Uchôa



E os biquínis da praia, em geral, estão diminuindo ou aumentando?
[As duas] Diminuindo!
[Maria] As mulheres querem expor mais o corpo.
[Carol] Tem que se sentir bem com o biquíni que você tá. Nunca me senti bem com biquíni pequeno.
[Maria]E a gente tem um outro fator que é fogo…
[Carol] …A nossa bunda fica branca! Nossa marca de biquíni é gigante!
[Maria] Eu vou pra praia com um biquíni que já é grande, mas não tão grande quanto o que a gente usa pra jogar, e eu fico com aquela marquinha branca. Tô levando vários pra Bahia pra queimar bastante onde tá branco, e chegar aqui normal. Acho que antigamente não vendia biquíni pequenininho atrás, e agora já vende. As mulheres colocavam biquíni na bunda porque queriam. Compravam aquele asa-delta, sei lá, e puxavam. E agora tem uns que já são desenhados assim. Tem público pra isso.

E as mudanças que tão sendo anunciadas pra areia?
[Carol] A idéia de não poder tomar um coco na areia me soa esquisita… Acho que nada pode ser mais normal. Não tenho nenhuma vontade de abrir uma garrafinha industrializada de coco.
[Maria] Apesar de adorar queijo coalho, que eu como direto, concordo que não é muito saudável. Aquele saquinho suando no sol… A mesma coisa o mate de galão: precisa ver de onde vem. Sobre os barraqueiros, a gente conhece um que trabalha aqui há anos e o nome dele não tava na lista. E aí, faz como? O sanduíche do Uruguaio, a mesma coisa. Li no Joaquim que não vai ter mais o sanduíche do Uruguaio. Como desde sempre! E em relação à altinha e ao frescobol, se eu fosse um desses garotos, eu só jogaria lá em cima.
[Carol] Realmente é muito desagradável.


Foto: Camila Uchôa



E vocês têm visto algum novo esporte surgindo nas areias?
[Carol] Tem aquele frescotênis, que é um frescobol com uma rede de vôlei no meio. Tem muita gente jogando isso!
[Maria] Acho que pega, porque é mais fácil que vôlei. Quem tem um mínimo de controle de frescobol já pode jogar. É sempre saudável a pessoa suar um pouquinho, né?!

E modismo, vocês viram algum?
[Carol] Acho que só essas unhas coloridas [aponta pras unhas da Maria, com esmalte laranja fluorescente]
[Maria] Mas acho que isso já ta rolando há uns meses, né?!

O que fazem quando não estão na praia?
[Maria] Quando a gente não tá jogando? A gente tá na praia! [risos]
[Carol] E no cinema, em restaurantes, no Baixo tomando um chope. Bastardos Inglórios foi o filme do ano pra mim. Amei, amei, amei! Nenhum filme chegou perto, e fui a vários filmes do festival. Pra comer, tenho ido muito ao Miam Miam. Ontem fui ao Zazá, que tava uma delícia.
[Maria] Pra comer, depende da proposta: tem um japonês na Teixeira de Melo que é bacana, o Buda. Mas se você quiser ir num puta japonês, aí é o Sushi Leblon.
[Carol] Eu adoro a comida do Sushi Leblon, mas é um lugar que não recomendo. Só se for na hora que abre, pra comer e ir embora. É uma galera que não tem nada a ver comigo. É muito, muito nada a ver. É a paulistada no Rio. E é uma fábula, ainda por cima! O Celeiro é outro que eu adoro, que me apóia e eu como lá todos os dias. Mas às três da tarde fica muito cheio, com paparazzi e gente famosa…
[Maria] E o Braseiro eu também adoro.
[Carol] E o Zazá, ali em cima, é muito bom.
[Maria] É, ali junta tudo, é um programa bom, você bebe uns drinks bons, tem clima.


Foto: Camila Uchôa


Que outros lugares vocês recomendam pros amigos gringos?
[Carol] O Bira, em Guaratiba. Adoro esse programa, principalmente durante a semana. Ir no domingo é meio roubada. Mas é um programaço passar o dia em Grumari ou na Prainha e seguir pra lá, sem pegar trânsito.
[Maria] E a Lapa, né?! Se tiver um show no Circo, então, é muito bom. A Fundição não gosto tanto porque o som não é tão bom.
[Carol] E o Parque Lage, que não é muito explorado, pra tomar um café da manhã.
[Maria] Outro lugar bom é a Colombo do Forte de Copacabana.

E pra 2016, como vocês estão?
[Maria] É um longo caminho. Antes disso tem 2012, que a gente tá na batalha. Com certeza a gente pode chegar lá, pela idade, porque o vôlei de praia não tem tanto impacto quanto a quadra. Mas é muito exaustivo. A pessoa fica tão exausta que não tem mais cabeça. Mas não vejo ninguém mais novo por enquanto. Tem gente da idade da Carol, mas aí eu aposto nela! E ser em casa em 2016 é muito bom. Se não me classificar, com certeza vou assistir, e também aos outros esportes, como o atletismo, que é muito bacana.

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