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Ponte-aérea: Bienal Graffiti Fine Art

Fotos:
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Texto: RIOetc

[Bruna Velon]

Galeria Urbana back to São Paulo. Depois de desbravar alguns lugares emblemáticos da arte urbana brasileira (veja o roteiro aqui), a ponte-aérea foi para conferir o que 65 artistas criaram com 3 mil latas de spray, mil litros de látex branca em um espaço de 11 mil  m2 no Parque Ibirapuera. O oásis verde, tipo o Central Park deles, está mais colorido do que nunca com a 3ª Bienal Internacional Graffiti Fine Art, que acontece até o próximo domingo, 17. Referências das Américas, Europa e Ásia estão representadas, assim como as cinco regiões brasileiras, em elenco selecionado pelo curador Binho Ribeiro, nome veterano no cenário nacional.

“Fizemos uma espécie de recorte do que acontece em São Paulo, no país e no mundo. Os artistas daqui são muito valorizados fora do país e a curadoria faz exatamente um diálogo desses artistas com o que acontece no cenário mundial. Montar uma exposição de graffiti num museu é dar ao público a oportunidade apreciar a técnica de grandes artistas de maneira minuciosa. Num espaço só as pessoas têm a possibilidade de uma observação mais detalhada”, explica Binho.

O abre-alas da exposição é um ônibus clássico dos anos 70 (número 1 na montagem acima), grafitado por Does, Vermelho, Zumi e Sipros. Nele, está estampado Salvador Dalí, mestre do surrealismo, corrente de exaltação à liberdade de criação e expressão. Faz sentido.   Um dos destaques da montagem é o trabalho do Tinho (2). Seus vodus, personagens característicos de suas pinturas, viraram grandes bonecos feitos com retalhos espalhados por todo o pavilhão, que nos remetem à solidão, isolamento, prisão. Já a crise hídrica em São Paulo foi tema da instalação de Mundano (3): torneiras instaladas em cactos no meio do deserto, lixo, pobreza, degradação e política são os elementos que compõe a obra – e a vida real.

No ala 021, estão os trabalhos de Carlos Bobi, Marcelo Jou (4) e Kajaman. Outro carioca que marcou presença foi o fotógrafo Henrique Madeira, que registrou a montagem do evento.

“A importância da Bienal de São Paulo para o circuito de arte urbana, assim como no Rio, o Arte Core, e outros espalhados pelo brasil, é a possibilidade de reunir uma grande variedade de artistas, da mesma região, de outras cidades ou países, além de aproximar ainda mais o trabalho desses artistas ao público em geral. Essa edição reuniu grandes nomes nacionais, e internacionais, destaque ao novaiorquino Pose2 e a Musa de Barcelona”, conta Henrique.

Não vai estar em SP estes dias, mas quer ver tudo que rolou por lá? Navegue aqui para ver todos a fotos do Madeira.

3ª Bienal Internacional Graffiti Fine Art

Data: Até 19 de maio

Local: Pavilhão das Culturas Brasileiras, Parque do Ibirapuera.

Endereço: Rua Pedro Álvares Cabral, s/n. São Paulo – SP.

Visitação: Terças das 10h às 21h; quarta a domingo das 10h às 18h.

Entrada gratuita.

Agenda_Galeria Urbana

Projeto PAZ – diversas escolas municipais estão recebendo o Paredes Art Zone. Funciona assim: durante um mês, grafiteiros oferecem oficinas para os alunos e, no fim do período, eles pintam o muro da escola com seus tutores. As próximas serão Pedro Ernesto, com BR, SWK e Tarm, dia 23; Paula Brito, com Wark, dia 24; Benjamin Constant, com Marcelo Jou, Fins, Life e Ment, dia 30; e José Pedro Varela, com Toz, Gloye e Kadu, no dia 31. As pinturas começam sempre às 11h.

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Fotos: Henrique Madeira

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