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O som (e as luzes) da Casa

Fotos:
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Texto: RIOetc

“Obrigada por terem vindo nesta manhã de praia. No lugar de vocês, eu não teria vindo”, disse Marcela Vale, a Mahmundi, ao abrir os trabalhos para o Som da Casa. O projeto é mais uma iniciativa da dupla Qinho e Tiago Vedova – os dois também estão à frente do Dia da Rua, evento que espalha bandas pela orla do Leblon ao Arpoador em shows quase simultâneos, e do Rio Música Contemporânea, que rolou semana passada no Imperator.

Desta vez, a dupla recebeu o convite de André Carvalhal, guru do Marketing carioca – é gerente da área na Farm e consultor de outras empresas, entre elas a Ipanema, dona da casa onde aconteceu o evento que tirou os amigos de Marcela da cama mais cedo – e sem ser para ir à praia. Foi em nome da marca que André fez a convocação.

Enquanto o sol lá fora bombava, o show-piloto – “mas que já é à vera”, segundo Vedova – acontecia sob uma lona preta, que tampava os raios do terraço e o transformava num estúdio. O Som da Casa reúne novos nomes da cena carioca, e cada show gravado vai alimentar uma web-série com os números musicais. Para isso, a cada domingo de encontros (serão dez no total, cada um com duas atrações musicais) um novo artista visual será convidado para criar uma ambiência diferente. Alessandro Boschini, que já fez desenho de luz para shows de Marina Lima e Teresa Cristina, entre outros, abriu os trabalhos. Na parte da manhã, com lâmpadas coloridas penduradas a partir do teto, criou uma instalação que fez todo mundo esquecer da praia.

À noite, no mesmo local, foi a vez de Lucas Vasconcelos, que tem um trabalho solo independente do que realiza no duo Letuce, com a ex-mulher Letícia Novaes. Desta vez, Alessandro pediu que Lucas identificasse uma cor para cada música. E assim foi. A cada nova canção, os raios laser disparados pelo iluminador tinham cores distintas. Ficou tão bacana que o trabalho de Alessandro já coloca pressão sobre o próximo convidado a fazer o cenário. Aguardemos!

Fotos: Tiago Petrik

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