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O Futuro é Feminino

Fotos:
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Texto: RIOetc

[Cari Caldas]

O Futuro é feminino. Será? Para responder a esta pergunta, as três jornalistas Barbara Bárcia, Claudia Alves e Fernanda Prestes e a diretora Luiza de Moraes cruzaram continentes e entrevistaram mulheres atuantes da luta feminista em três países diferentes. A jornada, que passou pela Islândia, Paquistão e Brasil- escolhidos com base no ranking de igualdade de gênero divulgado pelo Fórum Econômico Mundial-, intitulada “O Futuro é Feminino”, foi dividida em cinco episódios e vai ao ar às quartas, às 23h30 no GNT.

Entre a Islândia, “o melhor país para se viver uma mulher”, e o Paquistão, que ocupa a penúltima posição do ranking formado por 149 países, está o Brasil- que no ano passado conquistou a 95ª posição, o pior resultado desde 2011. Apesar da distância entre as nações, elas afirmam que ainda existem questões que precisam ser debatidas (e revistas) em qualquer país: “Na Islândia, por exemplo, elas brigam agora pela igualdade salarial. No Paquistão, a grande questão é a violência contra a mulher, assim como no Brasil, onde estamos morrendo. Agora, se tem uma questão que podemos citar em comum é a violência doméstica, que é um tabu em todos esses lugares”, conta Bárbara.

Para as jornalistas, que também levam a luta em favor das mulheres como uma missão de vida, foi impossível não se deixar levar pelo projeto. Segundo a Fernanda, junto com o desligar das câmeras vinha a certeza que, através do trabalho documental, a série pode mostrar diferentes realidades e possíveis caminhos para uma sociedade mais justa.  “Ainda temos um longo caminho para alcançar a igualdade de gênero, né? Mas, na verdade, o presente já é feminino! A gente questionou essa afirmativa durante a viagem, mas percebeu que quando a gente diz que o Futuro é Feminino, é porque a gente sabe onde quer chegar”, explica Bárbara.

“Ser mulher no mundo é estarmos atentas e sempre nos ajudando. É começar a estourar pequenas bolhas quando nos vemos representadas em espaços e, a partir disso, começar a questionar quais são as ferramentas que podemos usar para ressignificar novos códigos e ocupar esses espaços também”. Assim, Cláudia Alves justifica a metalinguagem das três jornalistas feministas envolvidas no projeto, e espera conquistar ainda mais espaços numa possível segunda temporada, que já tem até seus destinos traçados- Japão e Ruanda.

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