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“Mulheres e Política”, pra já!

Fotos: Wendy Andrade
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Texto: RIOetc

[Cari Caldas]

Ao lado do quarteirão cultural Marielle Franco, a iniciativa de três jornalistas fazia mais sentido do que em qualquer espaço na cidade. A série documental “Mulheres e Política”, encabeçada pelas inquietas Bárbara Barcia, Claudia Alves e Fernanda Prestes surgiu da necessidade de ver um jornalismo que tratasse da representatividade feminina na política. A partir desta lacuna, elas decidiram pesquisar o caminho de mulheres que já atuam politicamente, sejam como pesquisadoras ou candidatas, e, desde então, têm buscado apoio coletivo através de um crowdfunding, bem próximo de bater a segunda meta!

A ideia, é que o projeto ajude a provocar mudanças já nas eleições deste ano. Através de cinco episódios, baseados numa premissa de audiovisual horizontal- na qual as três entrevistam, pegam nas câmeras e escrevem os roteiros-, a série “Mulheres e Política” pretende trazer dados, explicações e questionamentos relacionados à mulher na esfera política e social. Entre as entrevistadas estão Marcia Tiburi, candidata ao governo do Rio; Manuela D’ávila, também jornalista e política brasileira; além de movimentos apartidários como o coletivo Vote Nelas, que apoia a candidatura de mulheres, independente da pauta.

Ainda que existam divergências políticas, há um assunto que é unanimidade em cada encontro do “Mulheres e Política”: Marielle Franco. “Negra, periférica, homossexual, o recorte do recorte do brasileiro e integrava todo mundo. A gente nunca teve ninguém assim no país. Pessoas como ela a gente costuma comparar a Nelson Mandela. Eu acho que a execução dela é uma tentativa de dizer ‘não tentem mexer’. Só que as pessoas não entenderam a quantidade de sementes que ela já tinha plantado antes disso”, explica Claudia, que enxerga não só as futuras candidatas, mas toda mulher disposta a debater sobre política como uma semente deixada pela ex-vereadora.

“Não importa se a gente é de direita, de esquerda, a gente se encontra na dororidade, e é nesse lugar que a gente cria leis, executa leis em prol dessas mulheres”, conta a jornalista. Já para a Bárbara, o importante é que as mulheres ocupem os partidos e levem pautas feministas para dentro das Câmaras, ao mesmo tempo em que possam debater sobre políticas públicas como meio ambiente, saúde, educação e economia. 

Para ajudar com os custos de produção da série, basta entrar no site do crowdfunding e contribuir com a quantia que desejar, entre R$ 20 e R$ 1.000. Quanto maior a doação, maiores são as recompensas, que incluem camisas, canecas e pôsters da Touts em parceria com a designer Paula Cruz; pôster da Revista AzMina e bottons da Botim. Até o momento, R$ 15.900 já foram arrecadados e daqui a três dias, a meta de R$ 20.000 se encerra. O que está esperando para doar? Vamos juntas?

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