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Luca, o bamba da corda-bamba

Fotos:
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Texto: RIOetc

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Fotos: Tiago Petrik

[Tiago Petrik]

Luca Rocha sempre foi “meio maluco de ficar subindo nas coisas, escalando árvores”, segundo ele mesmo define. Quando tinha 10 anos, essa agitação toda estava parcialmente canalizada para a ginástica olímpica, que ele treinava no Tijuca Tênis Clube – ele é nascido e criado no bairro da Zona Norte. “Não sei se eu era bom, mas eu gostava muito”, lembra. Um acidente quando andava de patins, porém, interrompeu sua trajetória entre os aparelhos que consagraram Arthur Zanetti & companhia. “Tive que amputar o polegar esquerdo”, conta.

Com 16 anos, começou a fazer Parkour – mais uma “macaquice” que se pratica por aí, na selva urbana. Mas descobriu sua verdadeira vocação logo depois, quando ainda estava no 1º ano do curso secundário do Colégio Cruzeiro, no Centro. “Minha mãe viu uma reportagem na TV sobre slackline e me deu o toque”. Luca estava num intercâmbio na Alemanha, levado pela escola, e assim que voltou, ganhou um kit para começar a praticar.

E começar a praticar slackline significa… Cair! Luca caiu uma, duas, três, algumas centenas de vezes, até ficar “viciado”. “O que eu diria para alguém que quer começar? Não desista. Você vai cair direto, e pensar que é impossível. O slack demora pra você ter uma experiência prazerosa, é só subir e cair. Mas depois que você aprende…”, diz.

No início, Luca não teve professor; ele mesmo aprendeu a andar e, sobretudo, a cair – algo tão importante quanto aprender a se equilibrar. Depois conheceu outros praticantes – “alguns amigos meus estão hoje no Cirque de Soleil, rodando o mundo” – e, ao começar a frequentar os campeonatos, há três anos, logo se destacou. Nas duas primeiras competições amadoras, em Búzios e em Icaraí (Niterói), foi o vencedor. Na primeira competição profissional, foi segundo colocado.

Conseguiu um patrocinador – Slackline Industries – que o leva para competições lá fora (ele já esteve nos Estados Unidos, na Espanha e no Chile) e em outros locais do Brasil, sempre que consegue se ausentar das aulas de Engenharia Mecânica no Fundão. “Antes da faculdade eu conseguia treinar mais, e eu estava no meu auge. Ainda assim eu diria que estou no Top 8 ou Top 10 do mundo”, diz, sem se gabar. No Brasil, são cerca de 40 os integrantes da elite, e Luca é um dos primeiros também.

Aos 20 anos, quando não está se equilibrando entre as aulas, o céu e o chão, Luca está pela night. Não dispensa uma festa de música eletrônica, e resume: “minha vida praticamente é estudar, andar de slack e sair”.  Ele é o mais jovem candidato deste V Concurso Anual do Retrato Ideal e Otimista da Carioquice Autêntica (Carioca 2016). E não duvidem dele: o cara voa!

Nome: Luca de Aquino da Rocha

Mas me chamam só de… Luca Rocha

Idade: 20 anos.

Faz o quê? Engenharia Mecanica na UFRJ e é atleta profissional de slackline.

Carioca da… gema.

Lugar da cidade de que se sente dono: Leblon.

Cidade do mundo em que também se sente em casa: Santa Monica.

Música que mais combina com o Rio: “Rio 40º”.

Música que mais toca no seu iPod: “Sweet Disposition”.

Adoro: esportes de todos os tipos.

Devoro: Strogonoff.

Me encharco de: Guaravita.

Li e recomendo: “Pai Rico, Pai Pobre”.

Vi e recomendo: “Breaking Bad”.

Ponto da praia: Posto 10/Henrique Dummont (Ipanema).

Esconderijo (antes dessa entrevista) secreto: Selva de Pedra.

Time: Não tenho.

Escola de samba: Não tenho.

Bloco: Boka de Espuma.

Signo: Libra.

Religião: Não tenho.

Instrumento musical: Piano e violão.

Prato preferido: Strognoff com arroz.

Melhor vista do Rio: Mirante do Arvrão.

Meio de transporte: Skate.

Sonho de consumo: Ciclovias por todo o Rio.

Promessa pro ano novo: Competir internacionalmente o máximo possível.

Meta para a vida: Ser bem sucedido na Engenharia e no Slackline.

Faço o estilo… noturno.

Pro Rio ficar ainda melhor só falta… sol o ano todo.

Quem tem a cara do Rio? Vinicius de Moraes.

Cor: Azul.

Flor: Não tenho uma preferida.

Maior dor: unha encravada.

Época em que gostaria de ter vivido: Nessa mesma.

Programa de TV: “Grey’s Anatomy”.

Site/blog em que mais navega: SoundCloud

Dia ou noite? Noite.

Liso ou estampado? Liso.

Colorido ou P&B? Colorido.

Conforto ou elegância? Conforto.

Quem gostaria de ser por 24 horas? Hardwell.

Pra votar em Luca Rocha no V Concurso Anual do Retrato Ideal e Otimista da Carioquice Autêntica (Carioca 2016), separa aquelas roupas que você não usa mais, mas continuam em bom estado; cada peça arrecadada vale 5 pontos! Alimentos não-perecíveis também entram na conta. Tudo será entregue à Associação Lutando para Viver. Sua doação pode ser feita na Casa Ipanema (Rua Garcia d’Ávila, 77, Ipanema) nos dias 23 ou 25/2, entre 17h e 20h. Nessas datas, teremos encontros com os candidatos, em torno de seus esportes. O encontro com o Luca será no dia 25. Quem comparecer e postar uma foto no Instagram com a hashtag #lucacarioca2016 garante 10 pontos pra ele. Nos vemos lá!

 
 

 

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