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Lívia Maria, a menina maluquinha

Fotos:
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Texto: RIOetc

Fotos: Tiago Petrik

[Tiago Petrik]

Se você teve infância, há de reconhecer essa frase: “Era uma vez um menino maluquinho”. Assim começa o grande clássico escrito por Ziraldo. O personagem em questão “era um menino impossível!”, segundo diz o livro ainda no começo. No fim, o autor conta que, ao crescer, todos se deram conta de que ele não era exatamente maluquinho, e sim um cara legal. “Aliás, o cara mais legal do mundo!”. Um livro sobre a Lívia Maria Mendonça começaria assim: “Era uma vez uma menina maluquinha”. Ela não veria ofensa: “Não concordo com quem diz isso. Mas entendo”, resigna-se a Lívia, que teve, sim, infância. E viveu as dificuldades de uma infância pobre – mas riquíssima. “Não tive os melhores brinquedos do mundo, mas participei das brincadeiras mais legais”, ela lembra.

Se o livro sobre a pin-up Lívia começasse com sua própria descrição, talvez fosse assim: “Eu sou brava!”. E se alguém retrucasse que não parece, ela iria mais longe: “Todo mundo fala que não parece, mas eu sou. Não é que eu tenha o pavio curto, eu simplesmente não tenho pavio!”. E ri dela mesma. Talvez resultado de Gêmeos (“que já é geniosa”) com ascendente em Libra e Lua em Áries (“que me deixa de cabeça quente”).

Em 29 anos de vida, essa mineiroca – que teve a infância entre o Méier, Caxambu, o Grajaú e Aiuruoca, e hoje está instalada na Ilha do Governador – já fez de tudo um pouco. Por exemplo, 19 tatuagens, que lhe conferem um ar rock’n’roll, embora ela ouça de tudo, sem preconceito; e também, e sobretudo, ela fez Lorenzo, de 4 anos e  mais ou menos 22 quilos (ele é representado pela estrelinha que ela tatuou ao lado do olho esquerdo). A assumidamente não-atleta não-frustrada diz que “atualmente, meu maior exercício é levantamento de Lorenzo”. Lorenzo é “maravilhoso, muito especial, meu melhor amigo, muito sensível”.. “Ele também é super-hiper-ultra-mega-blasterativo”, elogia, critica, entende. Com isso, Lívia é a primeira candidata em quatro anos do concurso Carioca a ser mãe. Palmas pra ela!

Voltando a listar o tanto de coisas que a elétrica Lívia já fez: “fiz faxina, fui garçonete e caixa de um café, trabalhei em loja, fui modelo, fiz produção de moda e de evento”. Aos 19 anos, foi booker, ajudou uma agência a selecionar modelos pra São Paulo Fashion Week; logo depois, em 2007, ela mesma foi selecionada pra participar da primeira edição do Brasil’s Next Top Model. Acabou como terceira colocada do reality show. “Nego ficava na minha cabeça dizendo que eu tinha que ser modelo, mas isso nunca foi um sonho pra mim”, diz. “Só queria um dinheirinho pra ter minhas roupas”, lembra. “Quando eu vi, o tempo passou e eu não estudei. Mas vamos combinar: nunca fui excelente aluna”, ri. Por isso, corre atrás: “Agora não é pra comprar minhas roupas, mas pra sustentar meu filho”.

Entre os trabalhos que fez, lembra com especial carinho de quando esteve no SA, o brechó que Sol Azulay tinha em Ipanema. Há pouco, cursou massoterapia, e um dia pretende voltar a se dedicar ao tema. Por ora, está apaixonada pela nova ocupação: cuida de colocar no ar o e-commerce da Tucum, marca querida aqui do RIOetc. A tarefa vai se estender por 2015. Que seja um ano lindo pra Lívia Maria. Ela é legal e merece.

Pra votar na Lívia, você já sabe: é só dar uma passada amanhã na Casa Ipanema (Rua Garcia d’Ávila, 77, Ipanema) das 15h às 18h e doar roupas e brinquedos, novos ou usados, mas em bom estado, e dizer que está fazendo a doação em nome dela. Tudo o que for arrecadado será entregue à Associação Lutando para Viver. Cada item doado vale 10 pontos no concurso, conforme já explicamos aqui! Pra conferir as outras candidatas, dá um pulinho no perfil da Luna, da Larissa e da Joana!

 

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