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Cactus Studio

Fotos:
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Texto: RIOetc

[Gabriela Dore]

Uma manhã no Itanhangá, parece que subi a Serra e cheguei em Petrópolis onde se avista o verde. A começar pelas janelas, me deparando com as árvores por entre as persianas. No parapeito, os cactus pegando sol já anunciam o nome do lugar: Cactus Studio, mas poderia ser Lubi. Tudo começou com ela, a boneca, que foi a primeira a colocar um tijolo no escritório. Luisa Bioni começou desenhando a bonequinha e decidiu abrir uma conta no Instagram. A meiguice da boneca fez sucesso, virou coleção na Papel Craft, virou toy-art, virou estamparia e Luisa sentiu a necessidade de ter um espaço para suas peripécias criativas.

Aos poucos o escritório foi tomando forma. A primeira escolha foi piso em uma viagem até a Leroy com o namorado. O universo da Lubi dita um pouco a decoração do local, criando um ambiente descontraído e divertido. Recheado de toy-arts parece, que quem levantou aquele universo foram eles, os brinquedos, que trazem vida para tudo que é inanimado. Tudo é colorido! Eles sobem em estantes, em livros de design, arte, ilustrações, poemas e literatura.

Aos poucos Luisa foi levando seus apreços pra lá. E criando seu universo. Ela queria se sentir em casa, em um ambiente que proporcionasse o mesmo conforto, pra se sentir livre pra criar, desenhar, sem vontade de sair do escritório às 19 horas, sem essa história de bater ponto. Um local onde ela pudesse ficar até altas horas, chamar os amigos pra ajudar em seu processo criativo, movido a comidinhas e bebericar um tiquinho – por que não?

Paulo Del Valle, seu namorado, colega de faculdade e cheio de palpites, foi ajudando na mudança, nas compras, nos detalhes… Paulo também tem o senso estético elevado. Recém-formado em Design (junto com a amada) pela PUC-Rio, sempre curtiu fotografar e registrava seu trabalho no Instagram. Adquiriu inúmeros seguidores com suas paisagens e seu olhar apurado, e passou a fotografar profissionalmente, viajando pelo mundo, e atendendo marcas como Ford, Fiat e Honda. A demanda cresceu e ele resolveu unir o útil ao agradável. Como já estava presente em todos as decisões do escritório, juntou as panelas (ou seriam as canetas? as lentes e os hds?) e lá se instalou para seu trabalho com fotografia e edição. O ambiente é majoritariamente feminino, mas ele ajudou em todas as escolhas e contribuiu pro acervo de livros. Ou seja, aos poucos foi modificando o espaço até a chegada do Zé Gasparian, outro colega de faculdade.

Pronto, o Cactus estava se formando sem nem saber. Os meninos trouxeram as plantas, decidiram levantar um bar, desenharam na parede de quadro negro, institucionalizaram a sexta-feira da cerveja, e tornaram o ambiente multidisciplinar. Zé é o garoto multimídia, trabalhou na Rádio Ibiza com vídeos, sites e aplicativos, mas queria pegar outros trabalhos, e criar uma assinatura pessoal. Ele já mantinha com Paulo a marca Keeg na qual eles assinavam as estamparias de camisetas, hoje em dia projeto de águas passadas. O casamento era perfeito. E o lugar se tornou um playground para o processo criativo: no ambiente central, uma mesa de corte, canetas e pilots coloridos de todos os tipos e uma mesa-da-bagunça, pra prototipagem, onde eles se reúnem e em um momento de troca pedem orientação pros seus projetos pessoais. No bar, um espaço de descontração junto com a mini-cozinha que permite os lanches rápidos, ou a happy hour com os amigos – toda construída em azulejos brancos, daqueles que lembram o metrô de Paris e dá cara de padaria francesa. Em frente, uma parede com uma Polaroid de cada visitante do espaço, também ideia dos meninos.

Com o Cactus novo, em breve eles terão uma árvore de natal temática.  Então a gente te convida pra desvendar esse espaço clicando nas setinhas!

Fotos: Juliana Rocha

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