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Galeria urbana: nova geração com a mão na massa

Fotos:
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Texto: RIOetc

Fotos de Tiago Petrik

[Rafael Doria]

Somos jovens enquanto continuamos aprendendo a cada dia. Foi com esse pensamento que terminei minha última quinta-feira. Depois de uma tarde observando a produção de um painel feito pelo meu primeiro grupo de alunos, do longínquo ano de 2003. Essa galera, que na época cursava a oitava série, com seus 14 anos, hoje é um grupo de novos artistas, estudantes de Design nos últimos períodos da faculdade.

Projeto definido (mas que sofreu modificações ao longo do processo): é assim que se começa!

Preparando o stencil

Na intenção de ver o pensamento dessa geração codificado em imagens, fiz uma convocação aos interessados em deixar uma mensagem num muro da cidade. Antes de mais nada, um papo no ateliê. Depois de muitas ideias e cervejas (agora eles já podem!), definiu-se um projeto, e uma semana depois lá estavam eles, com a mão na massa.

O spray não foi a única ferramenta utilizada, mas é claro que estava presente

…para fazer surgir aos poucos uma mensagem positiva…

…pro ano que vai começar!

A meta de passar uma imagem positiva não demorou ao ser alcançada – já deu pra observar muitos pedestres libertarem seus contidos sorrisos ao passarem por aquele trecho de calçada. Sorrisos que também figuraram nos rostos de que empunhava um pincel, uma lata, um rolinho, ou até mesmo quem (como eu) só observava tudo recostado à sobra de uma árvore.

Doria (de boné) e a galerinha que participou da intervenção urbana: surpresa na quarta-feira!

E no fim de tudo lá estavam todos esses sorrisos estampados no muro, junto a uma profusão de referências de carioquice. Nem mesmo a quase onipresente câmera de segurança escapou e, como um pop up, pulou pra fora do muro em papelão. Aliás, a liberdade no uso dos materiais foi o mais bacana, quebrando a ditadura do sprays que nós mesmos acabamos nos impondo. E eu mais uma vez de professor a aluno, de indivíduo a coletivo, filosofando internamente: o que importa mesmo é fazer. É isso que é arte urbana pra mim, é a arte que tem seu momento máximo enquanto está em processo de produção. É nessa hora que ela pulsa como uma entidade viva, juntando gente, material, idéias, ações e a cidade ao fluxo do dia a dia.

Fica aqui meu agradecimento a esse grupo especial de pessoas que topou essa brincadeira. Fred Bastos, Nina Amorim, Julia Travassos, Gustavo Duarte e Livia Travassos. É só o começo…

PS dos editores: Na quarta-feira vocês vão conhecer o resultado da arte que eles fizeram! A gente aproveitou a iniciativa (que recebe nossos aplausos calorosos!) pra fazer da imagem – que traz um Rio solar e otimista, uma máxima RIOetceterense – uma espécie de cartão de mensagem de fim de ano. Aguardem!

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