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Erica manda notícias da crista da onda

Fotos:
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Texto: RIOetc

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Fotos: Tiago Petrik

[Tiago Petrik]

Quando era estudante de Jornalismo, Erica Prado fez um trabalho pra faculdade sobre uma UPA recém-inaugurada. Entrevistou, entre outras pessoas, uma mãe de 18 anos que esperava atendimento para seu filho de 2. Sentada na calçada, a própria mulher segurava o soro que ele tomava na veia. Essa cena já durava 24 horas, segundo o relato que Erica ouviu. “Sou muito coração mole. Percebi que não ia aguentar fazer este tipo de jornalismo, embora não seja nada alienada”, conta. Acabou unindo prazer e trabalho. A ex-surfista profissional é hoje jornalista do canal Woohoo, especializado em esportes e cultura jovem.

Da Bahia, onde pegou as primeiras ondas na linda Itacaré, ela ainda guarda um leve sotaque (viveu por dez anos, dos 8 aos 18) e o amor pela comida local – em especial o vatapá. Foi campeã baiana amadora de surfe, e bicampeã itacaraense e ilheense. “Vim pro Rio uma vez de férias, e pela primeira vez caí na Barra, já participando de uma competição. As outras competidoras começaram a reclamar das condições do mar, e pra mim ele estava perfeito! Fui tão leve, tão feliz, que deu tudo certo e eu ganhei o campeonato”, lembra.

Já de volta à Cidade Maravilhosa, entre a conclusão do ensino médio e o início da faculdade, dedicou a maior parte de um ano ao surfe. Foi quando se profissionalizou, aos 18. Ao começar o curso superior, teve que priorizar determinadas etapas. “Aí consegui um estágio no canal onde estou até hoje, que é a minha cara. Comecei a ver que os grandes eventos de surfe tratam muito melhor a imprensa que os atletas. Pensava: “Gente, essa vida de imprensa é muito melhor: fico num hotel na beira da praia, se eu quiser fico no ar-condicionado da sala de imprensa”. Só não podia surfar na hora que quisesse. E comecei a conhecer novos lugares, com tudo pago, sempre. Então decidi me aposentar em 2011, aquela carreira bem curta de surfista profissional”, diverte-se. Lamentavelmente, não dava pra conciliar as duas coisas – até porque, como ela iria entrevistar-se a si própria?

A surfista-jornalista, que se diz tímida apesar de comunicativa, também bate ponto na academia, joga capoeira na pracinha do Leme, bairro onde mora, anda de patins, skate, joga vôlei de praia e confessa que seu próximo desafio é aprender futevôlei. “Se não tem onda, vou surfar no asfalto”, diz. “Ou então pego um ônibus pra onde tiver onda”. Acorda todos os dias às 5 da manhã – mas pra chegar até o trabalho, em São Cristóvão. Na volta pra casa, ainda dá tempo de um mergulho.

Recentemente, Erica concluiu uma pós-graduação em Marketing e Eventos, e pensa, no futuro, em enveredar para a área cultural. “Amo cinema e teatro, faço coleção de programas de peças”, diz. Mas por enquanto, é da crista da onda que a jornalista manda a notícia: aos 27 anos, ela é candidata do V Concurso Anual do Retrato Ideal e Otimista da Carioquice Autêntica (Carioca 2016).

Nome: Erica Prado de Oliveira.

Mas me chamam só de… Erica.

Idade: 27.

Faz o quê? Jornalista.

Carioca do… Leme.

Lugar da cidade de que se sente dona: Não dona, mas me sinto bem à vontade no Leme e no Arpoador.

Cidade do mundo em que também se sente em casa: Itacaré.

Música que mais combina com o Rio: Samba.

Música que mais toca no seu iPod: “Do zero”, do Liniker.

Adoro: Praticar esportes ao ar livre.

Devoro: doces.

Me encharco de: Mate.

Li e recomendo: “Pichón”, autobiografia de Carlos Moore.

Vi e recomendo: “A cor púrpura”.

Ponto da praia: Leme.

Esconderijo (antes dessa entrevista) secreto: A trilha do Morro da Urca.

Time: Flamengo.

Escola de samba: Mangueira.

Bloco: Virtual.

Signo: Sagitário.

Religião: Fé. Não tenho uma específica.

Instrumento musical: Todos os de percussão, mas toco cajon.

Prato preferido: Vatapá.

Melhor vista do Rio: Essa aqui do Forte Duque de Caxias, no Leme. Dá pra ver o Cristo, o Pão de Açúcar, o Morro Dois Irmãos e Niterói. De nenhum outro lugar se vê tudo isso, e nem todos os cariocas sabem disso.

Meio de transporte: Ônibus.

Sonho de consumo: Conhecer o mundo.

Promessa pro ano novo: Me divertir sozinha.

Meta para a vida: Fazer bem sem esperar nada em troca.

Faço o estilo… alternativa hippie.

Pro Rio ficar ainda melhor só falta… eu conseguir chegar de bicicleta a todos os meus destinos em segurança.

Esporte preferido: Surfe.

Terapia: Mar.

Quem tem a cara do Rio? Zezé Motta.

Cor: Verde.

Flor: Rosa.

Maior dor: Perder alguém especial. Mais recentemente, meu melhor amigo, Ícaro.

Época em que gostaria de ter vivido: Aquela loucura dos anos 80.

Programa de TV: “Espelho”, apresentado pelo Lázaro Ramos no Canal Brasil.

Site/blog em que mais navega: Waves.

Amar é… ser feliz sem estar buscando a felicidade.

Dia ou noite? Dia.

Liso ou estampado? Estampado.

Colorido ou P&B? Colorido.

Conforto ou elegância? Conforto.

Quem gostaria de ser por 24 horas? Kelly Slater.

Pra votar em Erica Prado no V Concurso Anual do Retrato Ideal e Otimista da Carioquice Autêntica (Carioca 2016), separa aquelas roupas que você não usa mais, mas continuam em bom estado; cada peça arrecadada vale 5 pontos! Alimentos não-perecíveis também entram na conta. Tudo será entregue à Associação Lutando para Viver. Sua doação pode ser feita na Casa Ipanema (Rua Garcia d’Ávila, 77, Ipanema) nos dias 23 ou 25/2, entre 17h e 20h. Nessas datas, teremos encontros com os candidatos, em torno de seus esportes. O encontro com a Erica será no dia 25. Quem comparecer e postar uma foto no Instagram com a hashtag #ericacarioca2016 garante 10 pontos pra ela. Nos vemos lá!

 

 

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