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Dia Internacional da Fotografia

Fotos:
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Texto: RIOetc
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Fotos: Bruno Machado, Carolina Tardin, Isadora Barros e Juliana Rocha

[Bruno Machado]

A gente, aqui no RIOetc, vive da fotografia. O nosso fluxo, exige que sempre estejamos nas ruas, procurando por pessoas, por momentos. Consumimos fotografia, e acima de tudo, criamos fotografia. E nesse processo, a gente segue, de forma natural, como quem não quer nada. Quando percebemos, não existe mais saída: estamos possuídos. Começamos a analisar o que nos cerca. Vemos cenas em quadros imaginários. Procuramos por formas, por padrões, por texturas. Já perdi a conta de quantas vezes nos reunimos, apertados na janela do escritório para ver “o pôr-do-sol incrível”, ou “a névoa que surgiu do nada!”, e descemos apressados para não perder a oportunidade de fotografar.  No entanto, no planeta que vivemos, imagens tornam-se cada vez mais descartáveis. O nosso fluxo exige que postemos mais e mais imagens, diariamente. Além do próprio RIOetc, estamos diariamente conectados ao Facebook, Instagram, Tumblr, e assim por diante, o que nos expõe a uma absurdidade de imagens que não conseguimos conceber. Que dirá nos emocionar. Com isso, surgiu um desafio aqui no escritório: o pessoal comprou câmeras, mas não digitais. Essas passaram a ser um diário, um diário aberto, na verdade. Toda a semana, quando voltamos empolgados do laboratório com nossos rolos e rolos de filme, e mostramos pra todos as “memórias” que capturamos. O processo de fotografar muda demais quando você usa película. Você espera por momentos únicos. Você nunca sabe o que diabos saiu (“será que saiu em foco? acho que ficou subexposta”, e assim por diante). O grão, ah, o grão. Um romance. A espera faz você refletir sobre o que você fotografou… mas nada, nada, nada mesmo, vale mais do que você pegar o filme e… “cacete, acertei!”. Dá um calor no corpo, um riso que você não consegue conter em público. Por essas e outras sensações deliciosas, a gente comemora o dia do fotógrafo, com uma seleção dessas histórias.

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