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Contagem regressiva para ser Criável

Fotos: Wendy Andrade
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Texto: RIOetc

Repensar a “nova moda” é preciso, mas que tal repensarmos os “novos modos”? Em outubro do ano passado, a edição zero do Criável estimulou a indústria criativa carioca a pensar fora da caixinha. Como a gente já estava com saudades, nada mais justo do que anunciar que o Criável estará de volta, no dia 18 de maio, no Istituto Europeo di Design com ainda mais surpresas e inovações. Hoje começa a contagem regressiva: faltam 30 dias para o evento.

A programação é a seguinte: Palestra Multissensorial de inspirações com a Rê Abranchs para falar das tendências do Friozinho 19; à tarde tem o lançamento do capítulo 1 do DOC Criável; e por fim, uma dinâmica colaborativa para você sair de lá com a sementinha dos seus sonhos plantada! Quer mais spoilers? Dá uma olhada na nossa conversa com a Rê e garanta sua vaga pelos telefones (21) 2252-2254 ou (21) 2553-055.

Poderia adiantar alguma percepção que você vai compartilhar no evento?

Eu tô muito feliz de ver que existe hoje um fomento, um incentivo por parte dos órgãos reguladores, como a Firjan, Sebrae, Senac, Fecomércio na direção desses pequenos empreendedores da moda e encaminhando para um novo pensamento mais sustentável, ajudando e fortalecendo com qualificação, com uma orientação mais empreendedora mesmo, de entendimento de toda uma cadeia da moda.

A gente tá vendo aí muitos selos e programas de desenvolvimento surgirem, e isso é uma ótima notícia para o nosso mercado. Então, tratando-se de mercado, essa é uma grande percepção. Agora, sobre o aspecto de tendências e de novos comportamentos, as marcas do mundo e do Brasil estão em um movimento de ser mais autorais. É nítido isso, principalmente entre as mais jovens, recém-nascidas: todo mundo já tá nascendo com esse chip, de fazer da sua maneira, conectado a sua essência e aos seus princípios. Com isso a gente vê uma estética muito interessante, multifacetada, meio indecifrável, que não se encaixota e vem inspirada em muitas referências, não é mais enlatado.

Por um lado, dificulta nosso trabalho de pesquisador para trabalhar, classificar, organizar e entregar – embora o nosso esteja super organizadinho (risos) -, por outro é uma notícia muito boa, é free style, é aquilo que faz sentido para a marca naquele momento e o que a representa. A gente tá vendo isso demais, o futuro misturado com o passado, movimentos contemporâneos que se perdem por décadas antigas, como é o caso dos anos 80. É sobre isso que a gente vai falar no Criável, um pouco de mercado e um pouco dessa busca de autoralidade, assinatura.

Você acha que o Brasil tem feito ações relevantes para tornar o processo mais criável?

Os órgãos reguladores estão, sim, acelerando, estão chegando junto, mas nesse trabalho de formiga eles estão mais próximos dos pequenos, que hoje se multiplicam e estão mais saudáveis que os grandões. Já os grandões estão se coçando nesse sentido, muitas campanhas acontecendo, muitos trabalhos internos para tornar o fazer dessas grandes empresas mais viável, possível e sustentável. Sustentabilidade deixou de ser um conceito, uma ideologia, utopia, e está começando a ser praticada. Pelo menos começando a ser entendida, conversada, falada, para em um próximo passo ela realmente se concretizar. É isso o que a gente acha dos grandes, embora seja preciso reconhecer que começar de uma escala grande é muito difícil, né?

Que iniciativa lá de fora você chamaria a atenção?

Tem um movimento, o The Body Positive, que fala sobre a autoestima da mulher, da gente incentivar e incluir essa mulher seja como for. Isso é uma derrubada muito forte dos padrões antigos da moda, então é incrível ver mulheres unidas por uma expressão mais livre, autêntica, eu acho demais. Outro que vai por esse caminho é o All Women Project, é linda a imagem, eu amo muito.

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