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Cidade olímpica, paralímpica e colorida

Fotos:
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Texto: RIOetc

Rio Esporte Arte - Praça da Bandeira - Tarm - foto Henrique Madeira_finalRio Esporte Arte -  Lapa - Mateu Velasco - foto Henrique Madeira_final_baixa 2 Rio Esporte Arte - basquete paralimpico - João Nitcho - foto Henrique Madeira_baixa 4 Rio Esporte Arte - INCA - Nicolau Mello - foto Henrique Madeira_final_baixa Rio Esporte Arte - Maracanã - Bruno Big - Foto HENRIQUE MADEIRA_ final_baixa

Fotos: Henrique Madeira

[Bruna Velon]

A arte urbana e os esportes em movimento por toda a cidade, em sinergia explosiva de cores com a paisagem urbana. Este é o mote do projeto Rio Esporte Arte, que subiu no horizonte vertical carioca durante os Jogos Olímpicos, com cinco pinturas muralistas em prédios no Maracanã, Praça da Bandeira, Santo Cristo, Centro e Lapa. A iniciativa, assinada pelo time de Bruno Big, Tarm, Nicolau Mello, João Nitcho e Mateu Velasco, reverenciou os esportes olímpicos naturalmente praticados nos cenários da cidade: vela, ciclismo, natação, basquete paralímpico e saltos ornamentais (uma licença poética dos mergulhos da pedra do Arpoador), respectivamente.

 

“A prática de esportes ao ar livre e a cultura na rua, em diversas formas, são dois hábitos muito presentes no dia a dia dos cariocas. Escolhemos lugares bastante urbanizados e com empenas cegas deterioradas para transformar o cenário com riqueza visual”, explica Nicolau Mello, curador e idealizador do projeto junto com Gabriel Duran, que pintou a natação no edifício do Inca, no Santo Cristo. De cara para o desembarque da rodoviária Novo Rio e em meio ao trânsito caótico, agora cortado pelo moderno VLT, os tons de azul do mar são “para trazer calma, um respiro, convidar as pessoas a dar um mergulho na arte”.

 

Estampar a cidade com grandes paineis grafitados era um sonho antigo de Nicolau e Gabriel, que aproveitaram o período dos Jogos para realizá-lo. A maratona de pinturas exigiu preparo físico e mental para encarar uma média de nove horas de trabalho por dia; treino e técnica para pintar mais de 2 mil metros quadrados de arte sob condições climáticas adversas. Também entram na conta altas doses de adrenalina para encarar as subidas de andaime em até 25 metros de altura. E, claro, espírito de equipe: 22 pessoas trabalharam para que a cidade ganhasse esse legado superlativo de cores, com uso de 1500 latas de spray e 650 litros de tinta.

 

“Estamos realizados em deixar a arte muralista para o Rio dentro do contexto dos Jogos, transformando espaços cinzas e vazios em locais de encontro entre o esporte e a arte”, orgulha-se Duran, que contou com patrocínio do canal SporTV e apoio dos assistentes da Spectaculu.

 

Para fechar esta etapa do Rio Esporte Arte com medalha de ouro – a vontade de continuar é grande -, hoje, dia 8, acontece o evento de encerramento do projeto, com chope da Trópica Brewing Co. e Biveselecta no som. A festa rola na Homegrown Tijuca (Rua General Roca, 514 – ao lado do metrô Saens Peña), das 18h às 22h.

Nos vemos lá.

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