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50 cenas de 50 verões – Parte 3

Fotos:
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Texto: RIOetc

Hoje a gente publica a terceira e última parte da exposição “50 cenas de 50 verões”, com fotos do acervo do “Jornal do Brasil” e texto do nosso editor, Tiago Petrik. Mais uma vez, boa viagem!
Foto: Urbano Erbiste/CPDocJB, 2010

Foto: Vítor Silva/CPDocJB, 2009

Foto: Bel Junqueira/CPDocJB, 2010

Foto: Mariana Vianna/CPDocJB, 2002

Colocar ordem no caos de nossas praias é uma demanda antiga. O problema é que, depois de décadas de debate democrático, os banhistas ainda não chegaram a um consenso sobre o que, exatamente, vem a ser o caos.

No verão de 1917, por exemplo, a prefeitura tentou criar normas para os banhos de mar. Estabeleceu horários e locais apropriados para o hábito que começava a arrebatar as multidões. As autoridades ameaçavam com multa – e até prisão! – a quem ousasse não seguir a lei, publicada em nome da moral.
Não há notícia de alguém preso. E isso não quer dizer que o carioca seja um ser obediente às regras. Quem não se lembra, afinal, do Verão do Apito? Ou do Verão da Lata?

Foto: Antônio Lacerda/CPDocJB, 1995

Passado o Verão do Choque de Ordem, ainda se vê jovens jogando altinha à beira-mar, cães fazendo da areia seu quintal, ambulantes em profusão. Por outro lado, a prática do surfe já não precisa mais obedecer a horários pré-determinados. Afinal, os salva-vidas (que já se chamaram guarda-vidas) há muito têm os surfistas como aliados, e não potenciais fregueses.

Foto: Urbano Erbiste/CPDocJB, 2009

Foto: Ronaldo Theobald/CPDocJB, 1968

Foto: Ronaldo Theobald/CPDoc JB, 1966

Foto: Kaoru/CPDoc JB, 1966

Foto: Gonzales/CPDoc JB, 1971

Foto: Gonzales/CPDoc JB, 1973

Foto: Ronaldo Theobald/CPDoc JB, 1967

Passado o Verão do Choque de Ordem, ainda se vê jovens jogando altinha à beira-mar, cães fazendo da areia seu quintal, ambulantes em profusão. Por outro lado, a prática do surfe já não precisa mais obedecer a horários pré-determinados. Afinal, os salva-vidas (que já se chamaram guarda-vidas) há muito têm os surfistas como aliados, e não potenciais fregueses.

Foto: Antônio Teixeira/CPDoc JB, 1973
Foto: Autor desconhecido/CPDoc JB, 1974
Foto: Cynthia Brito/CPDoc JB, 1980
Enquanto as discussões de prolongam, intermináveis e talvez inúteis (traz mais uma gelada, faz favor), as fotos mostram o tempo em que a carrocinha mambembe do Jonn’s fazia o papel dos quiosques, hoje sociedades anônimas; de como o sorveteiro aprendeu, na prática, que na areia fofa carrinho não funciona; que dar amassos sob o guarda-sol já pode há 30 verões, pelo menos.

Foto: Ronaldo Theobald/CPDoc JB, 1982
Na liberdade aparente que a praia proporciona, um grupo de turistas suíços fazia um trenzinho, em 1982. Um deles, empolgado, tirou a sunga – mas antes de voltar para o frio europeu perdeu um dia de sol atrás das grades. Afinal, não estamos em 1917, mas esse longo debate na areia já chegou a pelo menos uma resolução: quem quiser praticar nudismo tem que ir até Abricó!

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