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Zaz sem fronteiras

Fotos:
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Texto: RIOetc
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[Galalau/Pitada]

O primeiro disco foi um estrondoso sucesso. A francesa Zaz – Isabelle Geffroy de nascimento – alcançou rapidamente as primeiras posições das mais tocadas na França, em 2010, puxada pelo hit “Je Veux”. Sua mistura de jazz com referências populares da Chanson Française derrubou fronteiras invadindo rádios turcas, gregas, japonesas e até mesmo americanas, fato que levou Zaz ao prêmio EBBA (European Border Breakers Awards) que laureia novos artistas que alcançam sucesso fora do seu país de origem já no primeiro disco no mercado.

Assim, criou-se grande expectativa em torno de “Recto Verso”, o segundo álbum de Zaz, lançado em maio deste ano. A voz agridoce, já comparada à de Edith Piaf, permanece, agora, temperada pelo mix de swing, um tom circense e pop rock. O primeiro single, “On ira” (olha o vídeo ali embaixo), mantém a atmosfera construída no primeiro disco com produção e composições de Kerredine Soltani e Raphael Haroche.

“Comme ci, comme ça” e “Oublie Loulou” nos remetem à alegria da dança do Charleston entre os anos 20 e 30. Já a melancolia e a dor do amor, sentimentos tão próprios das canções de Zaz, são gritantes em “J’ai tant escamoté” e “Déterre”. Os desencontros e desilusões amorosas permanecem na canção pop “Nous debout” e na deprê “Cette journée”.

Em suma, “Recto Verso” é um disco romântico, bem produzido mas que mantém Zaz dentro da zona de conforto criada com o sucesso do primeiro trabalho. Porém, ainda longe de um clássico, “Recto Verso” é um bom retrato da atmosfera encantadora da atual música pop francesa que já não tem mais nenhum pudor em derrubar fronteiras e conquistar o novo mundo musical.

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