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RIOetc Musical: Killing Bono

Fotos:
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Texto: RIOetc

 

Imagem: reprodução

[Leo Gadelha/Pitada]

Aproveitando o gancho da vinda do U2 ao Brasil, semana passada rolou a pré-estréia mundial em Dublin do tão falado filme “Killing Bono”: a história real de dois irmãos que em 1976 formaram um grupo de rock na cidade com ambição de se tornarem a maior banda do mundo. No mesmo período e na mesma sala de aula que eles, o amiguinho Paul Hewson, que assumiria logo a alcunha de Bono Vox, teve a mesma idéia de fazer uma banda, mas com outra galera e sem tanta pretensão assim de virar rock star, segundo a lenda.

“Killing Bono” e seu ótimo mote “The outrageous true story of two nobodies who took on the biggest somebody on Earth”, estreou oficialmente dia 1º de abril no Reino Unido e Irlanda, e em julho no resto da Europa. O filme é inspirado no livro “I Was Bono’s Doppelganger”, lançado há oito anos pelo músico e jornalista musical Neil McCornick, amigo pessoal do U2 e ele próprio um dos irmãos da banda “rival”, que na mesma cena encontrou o fracasso total na inversa medida em que o amigo Bono trilhou o caminho da fama absoluta. Curiosidade: “Doppleganger” significa ser uma “cópia”, assumir a personalidade de uma outra pessoa, imitando-a em tudo o que ela faz.

A banda rival do U2, formada pelos irmãos Neil e Ivan McCornick, primeiro se chamou Yeah Yeah! e depois Shook Up!. Até assinaram um contrato com uma gravadora, mas nunca foram “alguém” na cena punk e pós-punk britânica por onde gravitavam, mesmo sendo irlandeses independentes. “Killing Bono” é um filme que celebra o fracasso. O personagem principal e autor do livro explicou também o fato de que o título “mata” o líder do U2 apenas no sentido metafórico, porque seria uma espécie de vingança de Neil por Bono ter roubado TODA a sua sorte no colégio, quando formaram suas bandas. Então, para tentar recuperá-la, a saída foi matar Bono pelo menos no cinema. E deu certo, num sentido.

Bono, que esteve no Brasil esta semana, não pôde comparecer à pré-estréia do filme em Dublin. McCornick disse que o astro do U2 não ficou bravo com ele por causa do título do filme. Inclusive já teve uma sessão privê de “Killing Bono” e disse ter gostado do resultado, dando seu aval.

Dizem, mas ainda não encontrei nada a respeito para ler, que Bono liberou para Neil McCornick uma música dele pré-U2, dos tempos do colégio, para ilustrar sonoramente as cenas dos dois na escola. A canção seria “Secret Mission”, escrita por Bono há 30 anos, gravada pelo U2 nos primeiros momentos como banda formada e nunca colocada em disco.

Quem faz o papel de Neil McCornick em “Killing Bono” é o bacana ator inglês Ben Barnes, que já teve sua boyband, mas não quer falar muito sobre o assunto. Hahaha!

Pra ver o trailer do filme, clique aqui!

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