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Presentes de Natal

Fotos:
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Texto: RIOetc

Foto: reprodução

[Galalau/Pitada]

Em alguns dias, muitos de nós estarão ao redor da árvore de Natal, trocando presentes e deliciando-se com a rabanada da vovó. E para este legítimo momento de trocas, sugiro algumas bolachas que passaram na vitrolinha mp3 aqui de casa e que podem ser bons presentes para o primo, irmã, tia ou sogrão que adoram música sem preconceitos.

Da gringa, começo com a cena pop que emplacou vários bons hits durante o ano. E se há algo bem pop em 2013, o nome dele é Robin Thicke e seu disco Blurred Lines com as boas “Ain’t No Hat 4 That”, “Get In My Way”, “Top Of The World” e os mega hits “Give It 2 U” e “Blurred Lines”, com a mãozinha do Pharell Williams, responsável por outro grande sucesso, “Get Lucky”, com o Daft Punk. Mas Random Access Memories, a bolacha dos franceses, vai muito além deste hit. Na minha opinião, o “disco do ano” ganhou enorme repercussão não só pela mistura bem equilibrada entre eletrônica, instrumentos orgânicos e boas composições. O Daft Punk deu um passo à frente dos outros conseguindo reunir o interesse de diferentes gerações num álbum moderníssimo com petardos sonoros como “Lose yourself to dance”, “Giorgio by Moroder”, “Fragments of Time” e “Beyond”. Nesta categoria, faltam ainda The 20/20 Experience de Justin Timberlake, Victim of Love do experiente Charles Bradley e o velho Paul McCartney, novinho em folha e cheio de gás no seu New.

Entre as meninas, do que ouvi fico com Sing To the Moon da britânica Laura Mvula, Recto Verso da Zaz, o jazz pop The Shocking Miss Emerald de Caro Emerald e a queridinha de 2013, Lorde, com o genuinamente bom Pure Heroine; merecido o auê midiático em torno da menina neozelandesa. Na prateleira dos indies ou alternativos, curti muito She & Him e seu Volume 3, os irmãos do Wild Belle que encartou em Isle vários hits que já estavam na rede desde 2012 e Devendra Banhart se reinventado com Mala. E ainda tem o estranho mas fenomenal Amok do Atoms for Peace e as batidas contagiantes e bem construídas em todo o disco Settle do Disclosure.

Falando de rock’n’roll, tem os mais clássicos do Eric Clapton e Elvis Costello & The Roots com Old Sock e Wise Up Ghost and Other Songs, respectivamente. Pegando mais pesado, vem os meus preferidos em série: The National (Trouble Will Find Me), Franz Ferdinand (Right Thoughts, Right Words, Right Action), Arctic Monkeys (AM) e The Arcade Fire (Reflektor), que rachou a crítica mas aqui em casa fez mó sucesso!

Do Brasil, tenho poucas referências do gênero MPB puro e clássico, mas impossível não amar A Arca de Noé, um disco eternamente lúdico regravado por diferentes artistas em homenagem ao centenário de Vinícius de Moraes. Dos novos, gostei de ouvir Porquê da Voz, do mineiro César Lacerda, Quebra Azul, do coletivo Baleia, Cícero e seu Sábado, além de Bárbara Eugênia com o cancioneiro É o Que Temos, e Wado com seu Vazio Tropical. Ainda tem Andreia Dias, Clarice Falcão e Mahmundi na ordem com Pelos Trópicos, Monomania e Setembro. Destaques para Rodrigo Amarante e Marcelo Jeneci com Cavalo e De Graça e ainda o rapper Emicida que ganhou diferentes setores do mercado, crítica e mídia com a pancada O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui.

E seguindo na bandeira do hip hop nacional, me chamou a atenção à modernidade sonora de Batuk Freak da curitibana Karol Conka misturando nossas raízes percussivas com muita eletrônica e o verbo solto nas rimas que conquistaram o respeito também do lado masculino da cena. Os highlights são “Vô Lá”, “Boa Noite”, “Corre, Corre Erê” e a transformação de “Caxambu” do partido alto de Almir Guineto para um mix de terreiro, funk e um leve dubstep. Dá pra imaginar Papai Noel que nem boneco do posto com esta batida!

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