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Texto: RIOetc


Cut Copy – Need You Now

Cut CopyVídeo do Myspace

 

[Leo Gadelha/Pitada]

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A repercussão de “In Ghost Colours” foi grande, a expectativa futura também, e o Cut Copy foi se trancar num depósito vazio em Melbourne para parir mais uma pérola do electro-pop. É “Zonoscope”, álbum com deliciosas canções que saiu nos primeiros dias de fevereiro e mostra jovens músicos no auge de sua força criativa, com maturidade crescente e que traz alguns paradoxos de artistas ainda ligados à aura underground, mas que basta um tropeço para se tornarem pop.

“Zonoscope” não reinventa a roda: é o mesmo Cut Copy do álbum anterior investindo em novas variações – mais ousadas, diga-se de passagem -, da mistura entre eletrônica e rock alternativo orgânico. As cinco primeiras faixas do álbum mostram bem esta ênfase e trazem uma boa ponderação sobre os rumos do grupo: eles estão bem cientes de onde querem chegar e caminham para o estrelato indie pop com cautela e visão.

E enquanto eles abrem os trabalhos com o minimalismo techno-pop da sublime “Need You Now” (mais uma aposta das melhores faixas de 2011), linhas de baixo surgem adocicadas logo depois, pipocando refrões grudentos e “oooh, yeahs” inesquecíveis nas brincadeiras pop de “Where I’m Going” e “Take me Over”, faixas que parecem feitas sob medida para trilhas sonoras publicitárias e cinematográficas.
Ouvir o primeiro álbum do grupo “Bright Like Neon Love” de 2004 mostra como é grande a evolução do simplório dance-pop tubular, influenciado pela obviedade Daft Punk, para um grupo que achou sua identidade e que segue ousando suas características com passos bem medidos e uma grande dose de acerto. Tem como não se apaixonar pelo riff sintético de “Alisa”? E dá para não se entregar ao hedonismo dance de “Need You Now”? Ou será que o “please, baby, please” cheio de chimbaus de “Pharaos & Pyramids” não lhe causa nenhum efeito? É como eles mesmos dizem na faixa cinco: pisque e você perderá uma revolução.

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