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Pop vestido de bolinha

Fotos:
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Texto: RIOetc

[Galalau/Pitada]

O vídeo de “I Could’ve Been Your Girl”, lançado esta semana, sintetiza o trabalho do duo She & Him durante sua trajetória até chegar a “Volume 3”, o quarto álbum do casal M. Ward e Zooey Deschanel, a atriz de doces e cintilantes olhos azuis. A máquina do tempo de She & Him nos leva aos anos 60 para curtir o piquinique com toalhas quadriculadas, cestos de palha e a brisa marítima da surf music. Os ecos de Brian Wilson e os Beach Boys são percebidos na primeira audição deste single que é encorpado corretamente pelos arranjos de cordas por trás da voz de contralto de Zooey.

E como está belo o timbre dela. Pinçando o Volume 1, de cinco anos atrás, é fácil perceber como amadureceu a interpretação de Zooey, que também compõe em quase todas as canções do disco. Composições que falam, invariavelmente, de amor, mas sem recorrer a pieguices e dramalhões emocionais. Zooey discursa com propriedade de quem viveu uma separação recente e nada amigável que permeou todo o período de preparação para Volume 3. O título para “Never Wanted Your Love” talvez seja uma indicação de tais tempos difíceis e amargurados.

Entre composições de Zooey, como “Somebody Sweet to Talk To”, “Snow Queen” e o soft rock “I’ve Got Your Number, Son” há também covers inspirados do repertório da cantora e compositora norte-americana Ellie Greenwich (1940 – 2009) em “Baby”, do Blondie com “Sunday Girl” embutida no disco Parallel Lines (1978) e “Hold Me, Thrill Me, Kiss Me”, de bastante sucesso, em 1965, na voz do cantor norte-americano Mel Carter. Aliás, esta última cai como uma luva para celebrações de casamento de estética vintage.

Para Ward e Deschanel a colaboração conjunta sob o codinome She & Him não é prioridade em suas carreiras. Zooey segue em alta como protagonista da série de TV “New Girl” que já lhe renderam duas indicações ao Globo de Ouro. Já Matthew Ward continua trilhando sua estável carreira de oito álbuns solos e colaborações em projetos paralelos. Não há planos para uma turnê mundial mas faço fé que em poucos meses o duo desembarque no Brasil para um show, quem sabe, no Circo Voador, através de uma campanha bem sucedida do Queremos e seus cariocas empolgados. Cruzem os dedos!

 
 

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