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Moda, mercado e (muito!) entusiasmo

Fotos: Bel Corção
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Texto: RIOetc

Com o Ivo foi assim: o amor pelas câmeras o levou a criar uma marca de roupas que o levou a amar mais ainda as câmeras. Todo esse entusiasmo começou aos 13 anos, quando começou a fazer vídeos caseiros de skate com os amigos. Ele começou a fazer camisas e bonés para essa crew e entendeu que aquilo poderia virar uma profissão. Até os 17, quando lançou a primeira coleção da Bubas, a história com as roupas continuou amadora.  “Na busca pelo que seria minha carreira, entendi que poderia transformar a minha ideia em uma marca de roupas. Pra ter mais ideia de como funcionava o mercado, achei que poderia ser interessante entrar numa faculdade de moda que me desse o know-how pra começar a construir isso. Foi nesse momento que eu entrei no SENAI CETIQT”, conta Ivo. “Acredito que pra pessoa que não tem nenhum know-how de como funciona o mercado de moda, a faculdade te dá uma visão de opções e possibilidades da moda mais tradicional. Eu entendi que, pro modelo que eu queria executar, algo mais streetwear, não necessariamente eu tinha que tá ligado aos padrões do mercado tradicional de lançamento, produção etc. Com certeza a faculdade me deu um conhecimento muito importante pra eu começar a fazer as roupas em casa e pra eu começar a construir a marca em termos de planejamento de coleção e ter essa visão de mercado.”

A camisa da Bubas que ele tá usando nas fotos foi costurada por ele mesmo. Esse tipo de conhecimento prático junto com as pessoas que cruzaram seu caminho por lá – dos professores aos colegas de classe e da vida – foram essenciais pro seu desenvolvimento profissional, na moda ou na produção dos vídeos. “Na faculdade, eu pude conhecer pessoas importantes pro meu desenvolvimento, pessoas que entraram no mercado de moda e que de certa forma eu pude ir me balizando neles pra me posicionar. E essa troca de ideias foi muito boa!”

Hoje, a Bubas se tornou Bubas Vídeos, sua produtora de vídeos documentais. “Eu me considero o Charles Darwin pesquisando novas espécies de animais, mas eu pesquiso novas espécies de entusiastas, que são pessoas apaixonadas pelo que fazem e desenvolvem algum projeto relacionado a essa paixão. Minha meta é catalogar esses entusiastas e suas histórias e elas trazem uma visão mais informativa sobre como as pessoas conseguem realizar seus projetos, quais foram seus aprendizados.” E o que o SENAI CETIQT tem a ver com vídeos documentais? “A faculdade me deu opções do que poderia ser feito, isso inclui foto, vídeo, planejamento, produção etc. Só que a faculdade não ensina como tirar foto ou negociar com um cliente, coisas mais operacionais e que não têm a ver com o mercado de moda em si. Isso tá ligado à proatividade de cada um. Independentemente da faculdade, é importante que o aluno desenvolva essa proatividade, e saiba que não é a faculdade que vai te entregar tudo de forma passiva. O cara tem que ser ativo e exercitar aquelas práticas.”

O Ivo continua costurando e produzindo algumas peças aqui e outras ali, pra ele e pros amigos. Mas a paixão pela moda ainda vive. “Eu coloquei uma meta de que quando eu atingir 10 mil inscritos no Youtube, eu vou voltar a vender roupa, mas num posicionamento mais gift shop, roupas que tenham a ver com os projetos que documento, mas não necessariamente fazem parte de uma coleção.”

O vestibular para o curso de Moda já está com as inscrições abertas, com início do ano letivo em fevereiro de 2018.

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