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Confecção 4.0: o próximo passo da Moda no Brasil

Fotos: Wendy Andrade
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Texto: RIOetc

@robsonwanka

Existem tecnologias que a gente olha e pensa: “isso é muito Black Mirror”. Para Robson Wanka, engenheiro eletricista e gerente de Educação no Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil do SENAI CETIQT, as transformações representadas na série de ficção científica já são uma realidade. Através da indústria de Confecção 4.0, ele acredita numa verdadeira Revolução Industrial no mercado da Moda, que promete beneficiar tanto grandes empresas, pequenos produtores, quanto os consumidores.

Segundo o engenheiro, o objetivo é integrar o consumidor com a cadeia produtiva, utilizando uma combinação de tecnologias já existentes no mercado. Além da customização em massa, como é o caso das peças do projeto de alfaiataria 4.0 de Akihito Hira, a confecção 4.0 pode proporcionar uma série de benefícios, como maior retenção do conhecimento através do uso de realidade aumentada, entregas feitas por drones e até pesquisas de mercado do consumidor instantâneas, realizadas direto do provador.

“Aqui na planta piloto de Confecção 4.0 do SENAI CETIQT, o cliente veste a peça produzida no provador sem espelho e ao sair se depara com um espelho real, com uma câmera escondida que avalia a satisfação do cliente sem ele perceber“, explica Robson. 

Mais do que conectar o processo de ponta a ponta, a missão é tornar as fábricas interconectadas. Desta forma, quando um consumidor recorresse ao celular para desenhar uma roupa, o app seria capaz de triangular as fábricas mais próximas necessárias para a produção da peça, fortalecendo os produtores locais a ponto dos produtos vindos de mercados controversos, como é o caso da China, não serem mais vantajosos para a indústria.

Ao transferir o conceito da Confecção 4.0 para a educação, Wanka acredita que é preciso uma união entre empresas para que a troca de expertise beneficie a todos: “as empresas no Brasil não costumam abrir as portas para os concorrentes. Já no Vale do Silício, quando duas empresas são concorrentes, elas se juntam, e depois de muita conversa, cada empresa define sua estratégia e posicionamento de mercado, de forma que ambas possam crescer e se desenvolver”. 

No SENAI CETIQT, ele ajudou a fundar o MBI Indústria Avançada com foco em Confecção 4.0, com o objetivo de reunir empresas para discutir os maiores desafios, ameaças e como implementar esse tipo de tecnologia no país. Na pós-graduação, estarão presentes especialistas e CEOs, num sistema de aula completamente diferente do tradicional: desde as aulas no hotel Windsor Barra, às trocas de experiências, na qual alunos compartilham tanto quanto os professores.

Se você se interessa em acompanhar as transformações da indústria da Moda, temos uma notícia boa: as inscrições para o período de 2019 do MBI Indústria Avançada com foco em Confecção 4.0. Clique neste link para mais informações, ou faça uma visita ao site do SENAI CETIQT para descobrir qual curso de pós-graduação mais te interessa.

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