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Uma nova história da arte

Fotos: Felipe Haua
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Texto: RIOetc

@carmo_rennan

Encontramos Rennan Carmo no Art Rio, com um sorriso no rosto e a crítica na ponta da língua. Morador de Realengo, define-se como “ uma bicha crespa, macumbeira e que tenta subverter a opressão da cidade” onde, muitas vezes, seu corpo não é bem visto. Apesar disso, não se sente único, pois acredita que existam muitxs outrxs que também vibram nessa sintonia. Afirma que tenta se aquilombar nos espaços, pois não pode nem quer andar só. 

Segundo Rennan, estudar  História da Arte na UFRJ e ser de candomblé faz com que ele se sinta inspirado em propor, junto de pessoas queridas, uma nova história da arte. 

“Mais plausível com as verdades. Uma história da arte de reparação. Não é uma tarefa fácil e rápida! Talvez eu não esteja mais aqui pra ver esse flor brotar. De qualquer forma, o desejo é contribuir para posteridade.”, diz ele.

“Apesar da maré contra ser forte, cada vez mais vejo pretas e pretos confluindo e desembocando no rio. E se hoje eu tenho a possibilidade de experienciar isso, é porque muita gente veio antes e plantou. É isso! Egbé!”

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