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Sobre ‘cousas’ velhas e coisas novas

Fotos:
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Texto: RIOetc

Já pensou de onde vem a origem da palavra “brechó”? Como tantas outras na nossa língua, é uma corruptela – uma deformação da palavra original. No caso, de “Belchior”. Como ensina a placa aí das fotos, “a palavra brechó foi inventada no Rio de Janeiro, a partir da derivação do nome do comerciante que abriu a primeira loja de produtos de segunda mão. Seu nome era Belchior”.

No ano de 1899, Machado de Assis chegou a escrever um conto em que o protagonista logo no início adentra um estabelecimento do tipo, ainda antes da mudança de nome: “ … sucedeu que um tílburi à disparada, quase me atirou ao chão. Escapei saltando para dentro de uma loja de belchior… A loja era escura, atulhada das cousas velhas, tortas, rotas, enxovalhadas, enferrujadas que de ordinário se acham em tais casas, tudo naquela meia desordem própria do negócio.”

O Belchior, que funciona na antiga fábrica da Bhering, não tem nenhuma nada de bagunçado. Ao contrário, é bem arrumadinho. E as “cousas velhas” (na verdade não exatamente velhas, mas usadas) são garimpadas com rigor. O estilista Lee Landell, fazendo pose aí em cima, é um dos integrantes do time, que além do endereço físico no Santo Cristo (aberto de segunda a sexta e no primeiro sábado de cada mês) também vende online. Lee tem se dividido com a reformulação da Ausländer – sim, a marca mais festeira da cidade, agora sob nova direção, vai ganhar nova coleção em breve, e as peças masculinas são assinadas por ele.

 

Fotos: Tiago Petrik

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