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Em defesa do topless

Fotos:
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Texto: RIOetc

Berço de grandes movimentos, o Rio pode ser considerado a vanguarda do atraso quando o assunto é topless. Ninguém sabe melhor disso que Ana Paula Nogueira, musa e idealizadora do Toplessinrio. “Quando morei em Portugal é que percebi o quanto éramos atrasados, pois até minhas avós bigodudas já faziam topless e nós aqui levando as praticantes para a delegacia”, diz, bem-humorada, a jornalista.

Depois de promover “toplessaços” em outras temporadas, no momento Ana está de seios cobertos para escrever um livro sobre o tema e planejar futuras ações. “Ainda não desistimos do documentário, na linha do que o Free The Nipple fez”, conta.

O grupo americano, que luta pela liberação da exposição dos seios – o que jamais é contestado se o peito em questão é masculino –, lembra que é ilegal fazer topless (ou mesmo amamentar em público!) em 35 estados. Em alguns menos tolerantes, como a Louisiana, um mamilo à mostra pode levar uma mulher à prisão por três anos e render uma multa de US$ 2.500. Mesmo em Nova York, onde o topless foi liberado por lei em 1992, a polícia continua prendendo as mulheres que têm peito para tirar a parte de cima. No Rio, lembra Ana Paula, a prática não é proibida, mas tampouco liberada – o que se torna um problema, no fim das contas.

“Adorei fazer topless em Cuba. O cenário é inspirador e de fato a coisa mais normal na ilha”, indica ela, que também tem curtido a Nin, da qual já falamos aqui, e ouvido Tricky e Oto. Para apoiar a causa, que até hoje já custou vários trabalhos perdidos para Ana Paula, você pode comprar uma camiseta pelo site ou pelo e-mail [email protected]. “Entregamos para todo o Brasil e elas vão com o cheirinho das nossas musas”, promete a ativista.

Fotos: Tiago Petrik

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