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Dedo na ferida

Fotos: Bel Corção
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Texto: RIOetc

@bta_maria

Dezembro é mês de reavaliar conquistas. Para a estilista e produtora Roberta Maria de Pádua, uma grande vitória deste ano foi a oportunidade de participar do desfile-protesto da Feira Literária das Periferias (FLUP), que convidou 12 estilistas negros para recriar o desfile de Zuzu Angel, que em 1971 protestava contra o desaparecimento de seu filho. Em 2018, o foco era colocar nas passarelas a indignação contra o genocídio de jovens negros nas periferias da cidade. Para a estilista, o evento foi importante para ampliar as discussões sobre o papel da moda como “dedo na ferida”: “Na FLUP, o objetivo era homenagear as mães que perderam esses filhos, não era sobre mim. Passa pela minha vivência porque se trata de negritude e de entender como o corpo negro é o mais vulnerável na sociedade, mas foi um trabalho feito em conjunto. O que eu fiz foi tentar mostrar um cenário possível e projetar dentro desse mundo o que a gente acredita e mostrar os nossos princípios, não de uma maneira ditatorial, mas produzir uma imagem mais diversa, inclusiva e que tensione- façam as pessoas começarem a discutir”. 

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