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Consciência Negra do Jonathan

Fotos: Bel Corção
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Texto: RIOetc

@jonathan.almeid

Na Flup (Feira Literária das Periferias), encontramos com o Jonathan Almeida, um menino de 19 anos com um sonho de estudar moda. Esse ano, prestou o vestibular pela primeira vez. Foi ao evento por uma dica da sua irmã e quando viu o Preta-Porter, que curte e acompanha.Para ele o desfile que rolou foi incrível e um novo manifesto, inspirado no da Zuzu Angel de décadas atrás, mas até hoje muito importante e impactante. A abordagem do genocídio negro nas roupas e acessórios, foi muito intensa para ele, já que é uma realidade que vive.

O garoto achava muito especial seu aniversário cair no Dia da Consciência Negra. Disse que as pessoas o chamavam de Zumbi. Mais crescido, vê o porque da celebração desse dia, tomou consciência da escravização de seu povo, de toda a luta e banalização de sua cultura e entende que há uma carga histórica muito pesada nessa data. Agora Jonathan conta: é mais um dia de 365 em que nós, negros sentamos e discutimos nossa situação nessa sociedade. Sentamos para reforçar laços, sentamos para nos curar e sentamos para nos unir enquanto povo diaspórico, mas para nossa sociedade serve para que não caia no esquecimento “com quantos quilos de negro se fez essa nação”e para lembrar a eles que um dia “a carne mais barata do mercado, foi a carne negra”.

 

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