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“A mudança é necessária”

Fotos: Tiago Petrik
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Texto: RIOetc

Saudades de um streetstyle, né, minha filha? Pois com todos os protocolos necessários, inclusive máscara, voltamos a clicar gente na rua. Mais especificamente, Manoela Castro Ramos, representante do movimento Fashion Revolution no Rio, foi a personagem da vez. Esta semana têm acontecido uma série de debates online sobre o tema da sustentabilidade (em seus amplos aspectos) na moda. Aproveitamos pra fazer três perguntinhas rápidas sobre como anda a nossa situação. Confira:

As pessoas estão enfim preocupadas em saber quem fez (e como fez) suas roupas?

Eu acredito que sim, percebo que essa conversa já chegou em grupos nos quais o assunto nem era pensado. Atualmente, quando falo sobre o assunto com pessoas que não trabalham com sustentabilidade, muitas já têm uma boa noção do que é um consumo ético e consciente de moda. Ainda falta, mas a cada dia a questão afeta a escolha de consumo de mais pessoas.

O que mudou de 2014 pra cá, isto é, desde que o movimento Fashion Revolution chegou ao Brasil?

Existe mais disposição e a percepção da indústria de que a mudança é realmente necessária, não tem outro caminho. Marcas grandes já têm praticado uma postura diferente na produção de suas peças, isso acaba fazendo o mercado todo mudar. Não podemos mais sustentar uma moda que não respeita as questões sociais e ambientais, e a mudança precisa acontecer.

Este ano a semana Fashion Revolution coincide com a cúpula ambiental convocada pelo presidente americano Joe Biden, o que joga ainda mais luz sobre a questão ambiental. Neste aspecto, como está a indústria da moda em geral? E no Brasil, ou mais especificamente, no Rio?

A indústria da moda é uma das que mais poluem o meio ambiente, isso acontece no mundo inteiro. A mudança tem que ser global. A semana Fashion Revolution acontece simultaneamente em todos os países onde o movimento está presente. No Rio, temos as mesmas questões que a maioria das cidades que produzem moda, mas varia de região no estado, todos os problemas da indústria da moda estão presente no Rio. Mas não queremos confrontar ou boicotar nada, apenas nos unir e revolucionar juntos a moda. Unir todos os amantes da moda, criadores, produtores, estudantes, consumidores. A proposta é fazer essa indústria evoluir de forma colaborativa e inclusiva.

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