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Para amar ainda mais as mulheres

Fotos:
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Texto: RIOetc

[Tiago Petrik]

Afinal, o que querem (de nós) as mulheres?

Depois do “Manual Literário para amar os homens (ou não)” (Editora Átame, 194 páginas), vamos continuar sem saber. E ainda bem.

Viva a variedade, para além das formas descritas por Martinho da Vila. Porque elas também podem ser românticas (ou não), poéticas (ou não), esquemáticas, sintéticas ou irônicas (e sempre “ou não”). Elas são Ana Beatriz Casilo, Autumn Sonnichsen, Camila Vaz, Cris Amorim, Erica Gonsales, Juliana Frank, Juliana Krapp, Keli Freitas, Letícia Novaes, Luísa Borges Pontes, Mara Coradello, Mirna Portella, Mônica Montone, Paula Gicovate, Renata Mizrahi, Renata Schettino, Ronize Aline, Simone Magno, Tatiana Contreiras e Thaisa Damous, todas reunidas por André Tartarini, organizador desse tricô. Que eu me lembre de cabeça, pelo menos a Letícia e a Paula já passaram aqui pelo RIOetc, praticando (ou não) a arte da escrita.

Reunidas, as 20 meninas ajudam a bagunçar nossas mentes masculinas sempre tão sensíveis ao que dizem – ainda mais sobre nós. “Acredito inclusive no valor dos homens cafajestes, e acho interessante mantê-los por perto. Para ser um cafajeste o cara tem que ser atraente de alguma forma: ou porque é bonito, ou articulado, ou divertido, ou talentoso. Isso quando não é tudo de uma vez só. Quem nunca passou na mão de um não sabe o que está perdendo”, diz Ana Beatriz Casilo em “Odeio Gringo”, um dos contos do livro; “Se for contar quantas vezes deixei de emitir gases por amor, poderia criar o tempo paralelo dos gases perdidos. Os 5 dias pareceram 5 anos. Em nenhum momento o homem me deixava sozinha”, escreve Camila Vaz em “Michele”.

Nem sempre elas escrevem como mulheres, e, colocando-se na pele do sexo oposto, dão a sensação de que nos entendem mais do que nós a elas. Ou não. Fiquei ainda mais confuso. Só sei que as amo mais agora do que antes, e meu próximo livro vai ser sobre Física Quântica.

O lançamento é logo mais, no Flamengo. Bora?

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