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Muito prazer, Pé de Feijão

Fotos:
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Texto: RIOetc

[Francesca Leta]

Este é um projeto para quem acredita em sinergia. Foi só o papo começar para ficar claro que as meninas têm energia boa nas mãos para criar parcerias e colher belos frutos. São cinco meninas, na casa dos 20-30 anos, cada uma com seu próprio projeto. A Duda é responsável pela marca de doces “A pequena confeiteira”, a Carol e a Fernanda tocam a “Tipi´óka”, a Nat é a idealizadora da “Sangria da Nat” e a Rafa – que já falamos aqui – é dona da NUU. Todas elas cuidam de suas marcas com todo o carinho e amor. Um coletivo girl Power – e que poder!

A maioria das vendas é realizada em eventos coletivos e foi neles que se conheceram. Em certa edição da Junta Local ficaram todas umas ao lado das outras e daí que surgiu a ideia: por que não somar forças para poder oferecer ao cliente um serviço personalizado e com carinho? “Sempre que fechava algum evento com a Sangria, o cliente me pedia indicações para comidas e eu ficava com essa ideia martelando na cabeça!”, conta a Nat e as outras meninas que passavam pela mesma situação. Foi assim que nasceu o coletivo Pé de Feijão.

O objetivo do coletivo é oferecer ao cliente uma opção gastronômica que exalta a importância de consumir do produtor pequeno e local. “Estamos percebendo uma preocupação com o consumo de comida que não havia antes. Os produtores locais estão ganhando força e nós, mulheres, também!”. Nesse novo consumo, podemos conhecer o produtor, saber de onde vieram os ingredientes e fazer um bem para o nosso corpo e para economia local.

Elas buscam clientes que tenham essa preocupação e estejam planejando eventos de fim de ano, comemorações, lançamentos e etc. Cada proposta é diferente de acordo como perfil do cliente, mas produtos diferenciados não faltam: pão de queijo mineiríssimo recheado, sangria com frutas selecionadas, tapioca com goma de cenoura, cookies de chocolate com flor de sal, e por aí vai!

Além de tudo isso, as meninas acreditam que podem mudar o mundo ao redor, mesmo que aos poucos. “É uma utopia. Mas mostrar quem produz, contar os intermediários, comida de verdade, são formas de reeducar e mostrar como é importante pensar a forma de consumir.” comenta Fernanda, chef e criativa por traz da Tipo’óka. As meninas estão unindo forças para criar um consumo consciente e diferenciado. Por enquanto, ainda é um brotinho de feijão plantado no algodão, mas quem sabe daqui a pouco não vira o pé de feijão da história? Vão com tudo, meninas!

Fotos: Bruno Machado

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