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Muito prazer, Keola

Fotos:
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Texto: RIOetc

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[Francesca Leta]

A camaronesa Kristiane Charrier tem mestrado em economia, mas desde os 14 anos brinca de desenhar roupas. Foi quando chegou ao Brasil, há quatro anos, que começou a estudar modelagem de fato. “Eu sou inquieta, não consigo ficar mais de um mês sem fazer um curso!”, explica Kristiane que há dois anos criou sua própria marca, a Keola.

Keola significa a verdade por vocês, é a união de três palavras da indonésia: Kebenaran oleh anda. Kristiane explicou que os tecidos que usa são, em sua maioria, chamados de africanos. Mas na verdade são da indonésia. “Na segunda guerra mundial os holandeses foram à Indonésia e gostaram da técnica utilizada por eles para tingir os tecidos, o batique –utiliza-se cera para cobrir as partes que a tinta não deve entrar, criando assim manchas coloridas. Levaram para a Holanda a técnica e confeccionaram os uniformes de seus soldados, que eram africanos, utilizando cores mais vivas para destaca-los. Ao fim da guerra, os soldados voltaram para sua terra e levaram os tecidos, os quais conquistaram a população! Os tecidos começaram a serem fabricados lá e assim surgiu a ideia dos tecidos africanos.”

É ela quem desenha e modela todas as peças. “As roupas são atemporais, tento não me prender muito em coleções. Busco inspiração na minha terra natal e tento integrar as culturas”, explica mostrando um top branco que o bordado foi feito artesanalmente em Camarões. “Desenho os modelos pensando em uma mulher com atitude e que goste de se destacar.” Kristiane busca tecidos por todo o mundo, esta blusa que ela usa nas fotos, por exemplo, é da Costa do Marfim.

Hoje ela vende on-line, em seu ateliê em Ipanema e também em alguns eventos pela cidade. Para o ano que vem ela quer arriscar a desenhar suas próprias estampas, assim conseguirá mais liberdade de criação. Ficamos aqui esperando ansiosos!

Fotos: Bruno Machado

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