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Muito prazer, Álvaro Franca

Fotos:
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Texto: RIOetc

[Mariana Santos]

Tudo começou com uma máquina de escrever, inicialmente comprada para enviar cartas para família e amigos. Mas a primeira coisa que Álvaro fez foi um retrato. E o retrato virou um trabalho que apresentou no intercâmbio na Cambridge School of Arts. A professora não gostou e ele ganhou nota seis. Assim começou o trabalho da sua vida.

Estudante de design na Escola Superior de Desenho Industrial (quase se formando, e com muito louvor) Álvaro Franca não esconde sua afinidade com a tipografia. No seu quarto, o seu estúdio, ele exibe suas máquinas e memórias por onde passou. Nos seus trabalhos, sempre uma referência da sua vida. Um dos mais recentes é uma fonte que está desenvolvendo inspirada na Escadaria Selarón, por onde passa sempre que vai para a faculdade.

No computador, antes do papel, Álvaro criou uma escala de cores em que cada cor corresponde a uma letra. A imagem é dividida em partes e elas o ajudam a se situar no tempo. Um trabalho que demora em média 4h, agora com prática. Passando para o papel Diplomata 180g, as letras ocupam o mesmo espaço no papel como em uma grade, porém preenchem espaços de tinta diferentes. As sobreposições e o negrito fazem as sombras. E os personagens escolhidos são escritores que usavam máquina de escrever ou que têm alguma importância para ele. Um ASCII analógico com referências literárias.

E para Álvaro, o sucesso de seu trabalho não poderia ter vindo em momento melhor: já tem projetos engatados por aí e já teve até gente pedindo retrato do cachorro. Curioso com o processo de criação dele? Confira mais no vídeo abaixo.

Fotos: Juliana Rocha

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