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Você é luz…

Fotos:
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Texto: RIOetc

Fotos: Tiago Petrik

[Manu Porto]

Sol é um nome sugestivo. Evoca luz, calor e, pra nós cariocas, até certa alegria. E a casa dela, Sol Azulay, é bem assim. Um achado em Santa Teresa, com vista que só o bairro oferece: casinhas, prédios, verde, céu, tudo de cima!

Ela encontrou o apê em um desses sites de busca de imóveis. Olhou, curtiu e, no feeling, mesmo sem visitar, resolveu que era ele. E como a intuição nunca falha, era mesmo. Foi só chegar que já estava tudo pronto pra se estabelecer. Obra feita, cômodos abertos e nada de divisões excludentes, que sempre fazem a gente se esquecer num cantinho. Na casa da Sol todos os cômodos conversam e a casa toda tem sua vez. Bem nesse clima de loft que a gente tem visto por aqui.

E o motivo de toda essa conexão não é de graça. Ali é uma casa de receber amigos, movimentada quase toda a semana, onde rolam jantares (a cozinha é muito operante!), festas e encontros casuais: “Vamos tomar uma cerveja lá em casa?”. O importante é que tenha conforto pra todo mundo, que a galera da cozinha converse com a galera da sala, que tenha muito lugar pra todo mundo sentar e até pra dormir depois de uma longa noite.

E se a casa é feita de visitas, sua decoração também é uma colcha de retalhos. No apartamento antigo muitas das coisas eram heranças da casa dos pais, presentes e aquelas “sobras” daqui e dali. Mas quando se mudou, fez uma limpa geral e a nova casa é a primeira sua de verdade, com seu toque em cada canto. Alias, uma curiosidade da mudança: Sol, como boa artista, é do tipo que guarda tudo. Mas era tanta coisa pra levar que, no seu “chá de casa”, ao invés de ganhar presentes dos amigos, fez com que cada um sorteasse e levasse pra casa uma coisa sua.

De resto, é impossível não reconhecer uma personalidade forte no espaço. Os móveis foram confeccionados por ela, que teve um ateliê, assim como várias das almofadas. O Buda que descansa sobre a mesinha, todo dourado e brilhante, foi resultado de um saco de purpurina remanescente de um espetáculo que coreografou (Sim! Ela também era coreógrafa e dançarina profissional!), e o que dizer do Bambi na varanda? <3

Outra coisa marcante na casa são os espelhos. Por todos os lados, até na mesa, foram ganhando seu espaço sem querer e, quando viu, uma parede inteira pra eles, que deixam o espaço ainda mais amplo e luminoso. Leonina que é, levou o assunto até pra terapia, mas, que bobagem, quem não ama espelhos?

Por fim, a mistura do divertido e inusitado, com ar supercontemporâneo, com o antigo, com ar de casa de família, funciona direitinho e reflete exatamente a vibe que ela passa. E pra quem quer a dica de onde arrematar (sim, essa é a palavra) móveis e objetos de decoração lindos, aí vai: sites de leilão! Mais uma herança de família de Sol, que as vezes para tudo pra acompanhar lance a lande sua próxima compra.

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