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Uma casa de cor

Fotos:
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Texto: RIOetc

Fotos: Tiago Petrik / Texto: Manu Porto

Num final de tarde de quinta-feira, dia de Baixo Gávea e cervejinha gelada, a gente marcou nosso encontro com a Mari Salim. Jornalista e stylist, ela é uma daquelas pessoas vibrantes, sorridentes e agitadas. A conversa flui fácil e logo, logo já te deixa à vontade. Ali mesmo, nos arredores do Braseiro, Guimas e Hipódromo, fica o seu cantinho. O apê é lindo, iluminado e espaçoso – e o melhor é chegar lá em cima que o burburinho das segundas e quintas à noite se transforma num recanto calmo e verde.

A casa da Mari é uma casa de cor. E também de viagens, memórias e lembranças. Cada cantinho é preenchido com os “bagulhinhos da vida”, que algumas vezes contam histórias, em outras são aqueles xodós – que a gente olha e precisa levar. Mas de um jeito ou de outro, eles se somam pra compor um espaço com a cara dela.

Casada com o Rafa, publicitário, ela conta que o apê foi um achado. Garota da Gávea, não quis deixar o bairro onde cresceu e, depois de muita procura, foi num anúncio de jornal que ela encontrou, visitou e se apaixonou. Com o tempo a casa foi se formando, as coisas foram encontrando seus lugares, a varanda ganhou uma contenção de bambu pra não deixar os copos (apoiados nas festas e encontros com os amigos) caírem na rua. As câmeras fotográficas podem ser encontradas por toda a casa, e a paixão pela fotografia também decora paredes e estantes, com sorrisos, caretas e paisagens em porta-retratos.

O moderno se mistura com as heranças e as coisas de família. É numa caixa original de madeira (incrível) da Johnnie Walker que as mantas recém-chegadas do Atacama acharam o seu espaço. As Havaianas retrô descansam e cima da obra de Yves Saint Laurent e até o bom e velho coelhinho da Duracell bate um papo de estante com o designer Karim Rashid. No banheiro, o simpático Blu te olha tomando banho e os bandages de bigode entregam: tudo tem tema! Com a casa com ar de Mari, o Rafa só fez duas exigências: seu trompete, em um lugar de destaque! E o ídolo Elvis Costello na parede do cantinho mais aconchegante. No fim, a palavra é adaptar, aproveitar e colorir!

A tarde foi assim, colorida, animada e, como não podia deixar de ser, terminou com aquela cerveja gelada. Só quem faltou foi o Salame, cocker spaniel do casal, que tava de férias na casa da avó.

 

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