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A casa da Bel

Fotos:
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Texto: RIOetc

[Isadora Barros]

Tem dois anos que a Bel Novaes se mudou prum apê na Lopes Quintas. Como a maioria das casas que passam por aqui, o ambiente atual não lembra quase nada o original, aquele que ela viveu no primeiro dia de casa nova. A parede que dividia o terceiro quarto da sala caiu e deu espaço pruma estante lindinha, que abriga alguns dos souveniers da casa. A porta da cozinha ficou mais larga pra integrar o cômoda à sala sem precisar apelar pra cozinha americana. A cozinha, aliás, mudou totalmente e cedeu parte de seu espaço pro lavabo. Todo preto. P&B é a tela branca pra Bel brincar de casa sem medo.

Se as paredes e portas brincam com a dobradinha mais clássica das palhetas de cores, os móveis e objetos de decoração usam e abusam do bom gosto quando a ideia é colorir. E quem conhece a Bel sabe que conseguir essa harmonia não é lá um desafio. Entre objetos assinados e móveis doados pela irmã e pela mãe, a Bel gosta mesmo é de objetos com história. “Gosto de ter coisas que me fazem lembrar de lugares, de onde comprei, como foi…”, ela explica. Logo de cara, no corredor que liga a porta de entrada à sala, o visitante já entende essa vibe. Uma estante com três andares transforma o que seria um corredor sem graça num baú aberto de recuerdos de viagem – com direito a iluminação especial, pra dar destaque. Máscaras de rituais africanos e asiáticos, cartão postal do Fidel, babushkas, a miniatura da Rainha Elisbeth, bonequinhas, muitas bonequinhas. “Eu adoro. Faço coleção!”

Outro objeto comum em versões diferentes na casa da Bel é o Santo Antônio. O principal, comprado no último período junino em Campina Grande, ocupa a cabeceira da cama e é iluminado por light strings fofíssimas – praticamente um altar estilizado. Dali, aliás, a Bel vê o seu cantinho preferido na casa: a lage. “Ela é o coração da casa e onde os meus amigos ficam a maior parte do tempo – e eu também.” O cantinho é tão importante, que há pouco recebeu um chuveirão pros dias de sol. A Bel garante que o bronzeado de lá sai mais poderoso do que um dia na praia de Ipanema.

O garimpo esperto em brechós garante achados que só quem tem olho atento reconhece. A luminária de palmeira é da feira da Benedito Calixto “e demorou mais de um mês pra chegar. Achei que nunca mais a veria”. A mesinha de centro veio de Istambul, a primeira parada de uma viagem para três cidades europeias. O veadinho que decora a porta da cozinha veio de Barcelona – outra viagem que em que Bel visitaria pelo menos mais duas outras cidades. E assim a Bel vai brincando com os cantos da casa, que sempre muda uma coisinha aqui e outra ali, do jeito que a gente gosta.

 

Fotos: Juliana Rocha

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