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Quintella Sweets: de chocolate a gente fala com quem entende do assunto

Fotos: quintellasweets
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Texto: Gabriel Boliclifer

“Chocolate (ts ts ts), chocolate (ts ts ts), chocolate… Eu só quero chocolate”
Tim Maia tava certo. Nem adianta vir com guaraná, em abril é CHOCOLATE o que o povo quer. Podemos combinar desde já que chocolate é consenso: ou você gosta, ou você tá errado. E como bons brasileiros que somos, nada como usar o feriado de desculpa pra afogar nossas mágoas em ovos e mais ovos de chocolate. Mas eu não to falando daquele ovo mequetrefe que custa o olho da cara, que vem mais embalagem do que chocolate, que fala que tem brinquedo mas vem quebra cabeça, que você nem sabe da onde vem. Eu to falando do chocolate de qualidade, do ovo de colher, recheadíssimo, cremoso, suculente, feito por gente como a gente, feito por gente como a Giovana Quintella.

A dona da Quintella Sweets é a famosa formiguinha, quanto mais doce melhor. Aprendeu a mexer com chocolate com a mãe e começou a vender pirulitos de chocolate na faculdade pra dar aquela contribuída na previdência. Mas o fascínio veio mesmo (e veio forte) quando conheceu o trabalho do aclamado confeiteiro Diego Lozano. Deitou pra São Paulo pra fazer o curso do homem e lá descobriu o potencial da confeitaria brasileira, pra muito além de só pudins, brigadeiros e quindins. Viu a infinidade de possibilidades que a confeitaria proporciona e daí já não tinha mais volta. Criou em tempo record a realidade de ir pra França. Passagem comprada, hospedagem garantida, cursos confirmados e lá foi ela beber vinho e usar boina. Estudou, trabalhou, comeu. E comeu mais um pouco. E pra digerir comeu também. Comia pra aprender, pra se pesquisar, pra entender o que aqueles chefs sinistros faziam lá que a gente não fazia aqui. Aprendeu, agradeceu e voltou, determinada a cair de cabeça nesse mundo doce. Tanto aprendeu na França, que se rebelou contra o sistema e largou a faculdade pra seguir sua paixão, uma jovem determinada a seguir o sonho não quer guerra com ninguém. Só que 2020 aconteceu.

2020 aguou o chopp de todo mundo e queimou o chocolate da Gi. O início da quarentena coincidiu com a páscoa, que foi praticamente #canceladah e 5 meses se passaram até que os pedidos voltassem a se regularizar. Aos poucos todo mundo foi aprendendo a lidar com esse novo jeito de viver, de se relacionar e se virar. O natal já foi melhor, a páscoa desse ano melhor ainda e tudo indica que vai melhorar cada vez mais, porque o cardápio desse ano tá uma beleza — de deixar tio Diego orgulhoso.

Inclusive, corre lá no @quintellasweets ou no @gioquintella pra fazer seu pedido, que essa é a última semana!! Ela aceita pedidos até dia 27/03, mas falando que fui eu que indiquei, acho que até dia 30 dá pra desenrolar hein. Se você for a formiguinha clássica, tem os de sempre: brownie e doce de leite, brigadeiro, nutella, ninho. Agora, se você é a formiguinha disruptiva, o flik, que provoca, que tá sempre com fome de coisas novas, a formiguinha Steve Jobs, eu te recomendo provar os sabores novos e inventados. Dá uma chance pro capim limão com limão galego, pro gengibre, pro morango com champagne, pro café. Eu já garanti meu ovo de colher Red Velvet — muito chique, estou ciente — e, se eu fosse você, pedia pro arroba também porque nada melhor que receber chocolate de quem a gente ama. Eu sei que o dia dos namorados já passou, mas todo dia é dia de mimo pra quem tá na carentena né, então vamo se amar e comer chocolate — cada um na sua casa, pelamor.

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