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Labuta: bar é história

Fotos: Rio4food
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Texto: Gabriel Boliclifer

PF (pê-efe)
Substantivo masculino;
Prato feito; prato comercial; comida previamente servida e montada no prato; refeição de preço mais acessível.

Essa não é uma descrição oficial, não tem PF no dicionário — embora devesse ter. Na verdade mais que isso, deveria ser patrimônio nacional. Embora não tenha uma preparação específica, todo mundo sabe o que é um PF. É a comida do dia a dia do brasileiro, é o que dá sustância pra aguentar os dias de luta, mas também a recompensa nos dias de glória. É difícil pensar num boteco, num pé sujo ou num bar de esquina sem a presença dele, acompanhado de uma cerveja estupidamente gelada. Aliás, o boteco tinha que ser patrimônio nacional. O petisco, a cerveja, o PF, a pinga e as histórias. Ah, as histórias… Bar é história. É nas mesas de bar que surgem os maiores amores, as melhores músicas e poesias, que se afogam as mais profundas mágoas e onde nascem as melhores ideias. O Labuta nasceu dessa mistura.

É quase impossível falar do Labuta sem falar do Lilia — restaurante contemporâneo criado pelo chef Lucio Vieira em 2017, no centro da cidade. Com seu cardápio sazonal, experimental e criativo, o Lilia faz brilhar os olhos e aguar a boca, mas depois de um dia exaustivo na cozinha, tudo que o cozinheiro quer é uma cerveja gelada. Toca do Senado era o pé sujo escolhido como palco das conversas pós expediente. Era regra. Contudo, foi quando os donos do Toca decidiram vender o bar, que Lucio fez a limonada com os limões que a vida deu. Em fevereiro de 2020, nascia o Labuta Bar, oferecendo a comida clássica de boteco, rústica, que caiba no bolso do trabalhador brasileiro, mas com técnica e assinatura do chef do já consagrado Lilia, e para suprir a necessidade da cerveja de garrafa, de uma sardinha frita, do torresminho ou daquele PF caprichado.

Sempre que bate a fome por aqui eu entro no @labuta_bar pra dar uma olhada no cardápio do dia. Mas enquanto a gente ainda não pode ir até a Rua do Senado 62 (tecnicamente Av. Gomes Freire 256 loja fundos), as entregas são a melhor opção. Caso você esteja fora do alcance do iFood, ainda dá pra ligar pra eles e pedir direto “no balcão”. Se você é da geração z e não sabe pedir comida pelo telefone, peça e experimente essa maneira vintage de comunicação, juro que não vai doer. Aproveita e pede um croquete de entrada, que é um dos melhores que já comi. E um jiló também, pra acompanhar. E um brigadeiro, porque ninguém é de ferro.

Aliás, meu guerreiro! Desce mais uma gelada!

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