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RIOetc entrevista João Brasil

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Texto: RIOetc

Foto: Caroline G./Divulgação

O DJ João Brasil é “o cara” quando o assunto é mashup! Sem preconceitos, ele mistura ritmos, do funk  à bossa-nova, passando pelo pop-rock internacional. Sem dúvidas, seu som cativa e não deixa ninguém parado, seja nas pistas de Londres (onde ele tá morando) ou do Rio (onde vem sempre tocar). Além disso, com seus blogs O Fantástico Mundo de João Brasil e 365mashup, João divulga suas últimas criações, disponibilizando o arquivo pra quem quiser baixar! A gente bateu um papo com ele por e-mail pra saber como esse amante da música virou referência no assunto e qual é sua rotina de criação. [Mariana Ferrari]

Quando você começou a carreira de DJ e a fazer mashups?

Comecei a discotecar na minha festa Calzone. Tinha acabado de lançar meu primeiro disco pela Som Livre (“8 Hits”), estava tentando fazer shows mas só me contratavam como DJ, comecei a tocar em outros lugares e não parei mais. Como produzia música também, meus amigos jornalistas Bruno Natal (também da Calzone) e Alexandre Matias sugeriram que eu fizesse um mashup. Fiz um e viciei. Lancei virtualmente o álbum de mashups Big Forbidden Dance e continuo fazendo mashups até hoje.

Pra gente ter uma ideia, você possui um acervo digital de quantas músicas, aproximadamente?

Caramba! Nem eu sei. Nem aproximadamente. São vários gigas de música. É bastante coisa!

Muitos de seus mashups misturam músicas brasileiras, como as do artista Jackson do Pandeiro, com hits internacionais, como os de Justin Timberlake. Sua ideia é resgatar a cultura brasileira e mostrar um pouco de nossa música pro mundo?

Com certeza, sou apaixonado pela música brasileira. Sempre tento colocar música brasileira misturada, mas não sou radical, tem algumas misturas 100% internacionais também.

Tem algum mashup que vc já fez e virou seu xodó, aquele preferido que vc sempre pensa em tocar?

Acho que dois dos meus xodós do momento são o mashup do funk “É o Pet” com “Get Back” dos Beatles, que é o “Get Pet” e o da Banda Calypso com La Roux que é a “Tchau Toy”.

Foto: I Hate Flash

Quais as principais diferenças entre tocar no Rio e em Londres?

Em Londres o público gosta de músicas com graves fortes, muito pela influência jamaicana. Gostam de músicas geralmente mais “pesadas” que os brasileiros. Aqui é frio e chove, isso muda muito o gosto musical. O público brasileiro, em geral, é mais caloroso, chega perto, te pede música, aqui não tem muito isso, não.

De onde surgiu a ideia de criar o 365mashups? Como é essa sua rotina de criação, que parece bastante trabalhosa?

O projeto aconteceu de uma maneira muito espontânea. Queria fazer um disco de mashups em 2010 e estava pensando no que misturar. Três dias antes do ano novo minha mulher me sugeriu, brincando, a idéia de fazer um mashup por dia. Levei a brincadeira a sério. Demoro em média uma hora e meia por dia para fazer e postar o mashup. Apenas duas vezes consegui adiantar alguns por motivos especiais, mas é bastante trabalho, sim, mas eu não paro, estou terminando meu mestrado e ainda preparando um disco para ser lançado no segundo semestre pela a gravadora alemã “Man Recordings”.

Tem alguma música que você não usaria, de jeito nenhum, em um mashup?

Não.

Quantas pessoas baixam seus mashups por dia?

Quantas baixam não sei. Hoje conclui a metade do projeto e já tive um poquinho mais do que 100.000 acessos nesse tempo.

Valeu, João, parabéns pelo sucesso! Ah! Quem quiser ver, ouvir e dançar ao som do João, fica esperto que ele vai tocar na festa Bootie Rio, que é 100% de mashups, dia 16 de julho, na Fosfobox! Imperdível, hein?

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