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RIOetc entrevista Herman Bessler

Fotos:
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Texto: RIOetc

 

Fotos: Juliana Rocha

[Carolina Isabel Novaes]

Herman Bessler,  24 anos, editou o jornal “Forja”, do CAP- UFRJ, liderou movimentos estudantis, organizou festivais de música. Foi criado em Santa Teresa. O pai, médico; a mãe, jornalista. O padrasto era da gravadora de discos Kuarup – a casa em que cresceu, em Santa Teresa (naquele condomínio do teleférico, sabe?), vivia rodeada de feijoada e músicos. Mais velhinho um pouco, morou em Israel, trabalhou em zoológico, cuidou de crianças carentes, aprendeu a fumar narguilé com um beduíno no Deserto de Neguev. Depois, foi tocar de bar em bar (“Ganhei até uns trocadinhos”) na Europa – flauta transversa, violão e bossa nova no repertório. Herman não chegou nem aos 25 anos e a gente ainda tem muito o que falar dele.

Um quase economista (trancou a faculdade na PUC), educador desde sempre, Herman é CEO do Templo CoWorking, a casa na Gávea que é o assunto nas rodas da indústria criativa.  É lá que estão instaladas empresas de marketing digital, design, branding, edição de vídeo, moda e, tcharã, o RIOetc. São 14 empresas, que almoçam juntas, conversam juntas, fazem aula de ioga juntas. Até manicure. Às quintas, tem happy hour, com jam sessions e cerveja gelada. Claudinha, a cozinheira, prepara delícias como bobó de camarão, frango ao curry e carne seca com abóbora. Ela cuida de todos: café feito na hora, bolinho no aniversário de alguém. O Templo é uma comunidade – de fato, na década de 70, a casa de número 41 da Duque Estrada abrigou uma comunidade hippie. O lugar, centenário, tem história. Herman também.

Junto com os sócios Afonso Soares e Iana Baremboim, o CEO do Templo pretende alugar mais duas casas, uma só para a indústria da moda, outra para os techs. Talvez  na Gávea e em São Conrado. Herman, além de tudo, também trabalhou no mercado imobiliário – e numa gestora de investimentos, a InvestCapital. E a gente já comentou que ele teve uma produtora de eventos, a Fanfarra Produções? Então. “Eu nunca pensei em ser empregado”, diz. “Minha família é de comerciantes, meus antepassados eram alfaiates na Polônia. Desde criança já vendia boneco de kinder ovo para os meus primos”, conta. Agora, o foco são os projetos educacionais da casa – “surrealismo pedagógico”, segundo a definição dos sócios. A ideia é unir no mesmo espaço o melhor da educação formal e o melhor da não formal: palestras sobre creative business, arte para dummies,  workshops, debates sobre os paradigmas da sociedade.

Tudo isso surgiu depois que Herman foi estudar na Califórnia e lá alugou um Mustang conversível e botou pra tocar Beach Boys no som. Na Universidade de São Diego, teve contato com o CoWorking. Decidiu fazer o mesmo. O Templo tem dois meses de vida e um futuro brilhante pela frente. Mas se você só leu essa reportagem para saber onde o cara aí da foto descola narguilé, bem, ele compra no Baghdad, ali na Bolívar. E seu sabor preferido é pêssego com menta.

 

 

 

 

 

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