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RIOetc entrevista Fuerza Bruta

Fotos:
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Texto: RIOetc

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Fotos: Divulgação Fuerza Bruta

[Fernanda Prestes]

Pode parecer um sonho daqueles mais loucos que temos, mas é tão real que permite interações e você ainda sai de lá completamente encharcado. O espetáculo argentino Fuerza Bruta Wayra – palavra que significa vento em quechua – é uma performance em 360° e que não tem uma história estabelecida, permitindo ao espectador o uso da imaginação para criar uma narrativa a partir do que vê. A música, tocada ao vivo e em um volume e ritmo de acelerar os batimentos cardíacos, é protagonista do espetáculo ao lado dos atores e músicos.

Pela primeira vez no Rio de Janeiro, as apresentações estarão no Metropolitan até o dia 19 de fevereiro e, como não poderia faltar festa pro carioca, chegaram com um borogodó a mais: vão rolar after parties dentro do espetáculo! A primeira já é hoje, com Zeh Pretim e a próxima com The Blackhaus no dia 20/01.

Assisti (e me encantei) o Wayra em Buenos Aires, onde o Fuerza Bruta nasceu em 2005 e tem shows fixos, e conversei com dois integrantes do elenco que vieram ao Rio para a temporada por aqui: Leandro Alem e Matías Lanzillotta.

 

É a primeira vez de vocês no Brasil? 

Leandro: Sim, o Fuerza Bruta já esteve no Brasil antes, em São Paulo, mas nós não estávamos. No Rio é a primeira vez, nossa e do Fuerza Bruta, e estamos animados! Já sabemos que o público brasileiro é muito passional.

Nós somos. E o espetáculo é interativo, o que aumenta ainda mais isso. 

Leandro: Muitos brasileiros assistem o espetáculo aqui em Buenos Aires.

Como sentem a reação do público?

Leandro: É incrível, os aplausos, os sorrisos, as surpresas. Às vezes quando não estou no show e vejo de fora, quando baixa a “piscina” e as pessoas ficam encantadas, é muito lindo de ver o que causa o show. É o que você tá vendo, ouvindo, é tudo muito bonito. Tem que vir com os sentidos abertos, é muito sensorial.

E o show que chega no Brasil é o mesmo que acontece aqui?

Leandro: Algumas coisas mudam. Têm cenas que não fazemos aqui e adicionamos, outras que tiramos, porque depende muito da técnica, do espaço e tempo em que vamos nos apresentar. No Rio vai exatamente esse espetáculo, só com algumas cenas mais demoradas, poucas modificações. A base é a mesma.

Em quantos países vocês estão?

Leandro: Por hora só na Argentina. Há alguns meses atrás estávamos em Nova York e na China. Agora em dezembro vamos ao Uruguai, também em Istambul e outras cidades na Europa.

E o elenco é sempre o mesmo?

Leandro: Não, são elencos diferentes, até porque os shows são diferentes. Essa turnê que vai pra Europa, por exemplo, é mais curto. Não é como no Rio que vamos ficar quase dois meses.

Como funciona a preparação dos músicos e atores? 

Leandro: Uma vez que você entra na companhia você inicia o treinamento, começa a se colocar em condição com o espetáculo. E uma vez dentro do show existe uma rotina de preparação física, passamos as cenas e junto com toda a equipe que dá apoio, coordena a plateia, mexe nos equipamentos etc.

Matías: A questão do show aqui é que não para! De quarta a domingo, toda semana, o ano inteiro. Então constantemente entram atores novos. Agora, por exemplo, estamos treinando quem entrou há um mês e assim que eles começarem com os shows já não treinam mais, só se for necessário, pois cada apresentação já é um treinamento. São oito shows semanais, no Brasil acredito que serão mais, provavelmente dez shows semanais. Vamos ter que comer muita fruta!

E a expressão corporal é bruta, né? Forte. 

Matías: Sim e faz parte de um teatro mais novo, acho que posso dizer. Não é como a Broadway, por exemplo. Esse é mais bruto, mais carne, mais físico.

Qual a ideia por trás do espetáculo? 

Leandro: O diretor do Fuerza Bruta, Diqui James, que criou tudo isso, trouxe a ideia de que as pessoas se tornem parte do espetáculo e não apenas venham, se sentem e assistam como nos espetáculos convencionais. É um espetáculo de muito contato com o espectador e as pessoas veem o que se passa a todo tempo, inclusive o trabalho técnico.

Matías: É muito interativo, temos água e papel que são jogados no público, os atores em vários momentos estão no nível da plateia. É um espetáculo muito sensorial e em 360°, pois ele começa em uma parte, depois passa pra outra. A todo momento você fica sem saber de onde vai aparecer alguma coisa. O espetáculo tem que ser vivido, é difícil de explicar.

 

É mesmo!

 

 

 

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