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RIOetc entrevista Andrea Franco – Laura Alvim

Fotos:
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Texto: RIOetc

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Fotos: Victor Ronccally

Depois de ficar fechada por mais de um ano, a charmosa Casa de Cultura Laura Alvim, que fica ali de frente pra praia de Ipanema, está passando por um processo de revitalização, ou melhor, musicalização. A Andrea Franco, produtora musical, é a idealizadora do projeto “Música na Laura” que pretende levar uma ocupação musical pra casa e, mais ainda, dar espaço pra novas bandas e artistas no Rio. E não é qualquer pessoa por trás desse projeto não, viu? A Andrea foi responsável por toda a curadoria dos palcos que receberam dezenas de artistas no Boulevard Olímpico durante os jogos e também pela revitalização do Píer Mauá com street art. Foi ela que – olha só – convidou o Kobra pra desenvolver o maior grafite do mundo – e que a gente falou aqui!

Conversamos com a Andrea pra saber como começou a paixão pela produção musical e porque a Laura Alvim vai virar um must desse verão!

Onde começou sua trajetória na produção musical?

Eu fazia produção de teatro e trabalhava em uma peça com a Marieta Severo que estava acabando, então a Marieta perguntou se eu não queria trabalhar na produção do Chico Buarque da turnê do “Para Todos” e eu fui. Pela primeira vez fiz produção de música e comecei com o Chico. Fizemos uma turnê relativamente grande, mas que foi interrompida porque ele estava escrevendo o primeiro livro dele. Aí depois eu segui, porque você tá no mercado e as coisas vão rolando. Trabalhei com Bethânia, Adriana Calcanhoto, Fernanda Abreu, Ana Carolina, fiquei três anos no escritório do Caetano. Ano passado teve a turnê do Gil e Caetano, que a gente rodou pra caramba, ficamos quarenta e poucos dias na Europa e depois veio o convite pro Boulevard. Nos intervalos entre uma ou outra produção, eu fiz eventos, como São Paulo Fashion Week, Fashion Rio, Open Air, Rider Weekends. E eu sempre me metia na história da música nesses eventos. Foi inclusive em um Open Air que fizemos o retorno da Baby do Brasil.

Como começou o projeto Música na Laura?

A gente criou o projeto dentro da produtora de conteúdo artístico com foco em música, a Xirê Produções. Eu sou produtora de música há muito tempo e no final do ano passado eu fui convidada pra fazer a curadoria artística do Boulevard Olímpico, era um trabalho enorme, muitos shows, muitos dias e muitos palcos. Não era só palco, era desde o grafite até a atração de rua. Então eu resolvi abrir uma empresa e formalizar uma história. Durante o projeto a gente já estava pensando na Casa Laura Alvim, porque ela ficou pronta pras Olimpíadas, a Omega usou e depois entregou a casa pro Estado. Aí eu propus o projeto pra fazer a reinauguração da casa. Nós fizemos um show em outubro, com um repertório bem Rio de Janeiro e aproveitei e já fiz um grafite nas arcadas. Depois o projeto deu início. Apresentamos pra Vivo, com shows às terças a preços ultra populares pra ter um acesso maior, bandas e artistas que estão começando e não têm um espaço legal na cidade. Quando as pessoas descobriram recebemos muito material, porque todo mundo tá querendo tocar na cidade. Tem muita gente boa e não tem onde tocar.

Como funciona pra essas bandas?

Aqui as bandas não tem gastos, a casa é toda equipada. Se tem um patrocinador ainda por cima, ainda rola um cachê, que não é nada de outro mundo, mas todo mundo ganha. A gente deixa 15% da bilheteria. O edital saiu para o projeto e eu faço a curadoria e trato direto com os artistas, então o Estado não precisa aprovar essa programação.

E o que rola além dos shows?

Acabou virando uma ocupação, né. Eu confesso que adoraria fazer uma coisa também no porão, que já é outra proposta, mais intimista, não tem palco. Até fiz uma proposta pra Ana do Mãeana fazer durante o mês de janeiro, toda semana um show, e ela gostou da ideia. Então assim, eu queria que tivesse muita música aqui com essa pegada durante a semana e aos domingos nós pensamos nessa varanda pra uma festa às 16h e terminasse às 22h, um pós-praia. Antes da reforma da casa havia um evento que eles produziam chamado Música na Varanda, era domingo também e deu muito certo. A gente sacou que no domingo as pessoas saem da praia, ficam andando, sem saber o que fazer. Vão ser três DJs: O Rodrigo Peirão e o Diogo Strausz, eles têm uma dupla chamada Balako, e tem o Zé Pedro que é de São Paulo, mas vem tocar no Rio. O que a gente quer e acha mais legal é que seja uma festa pequena, são 150 pessoas e a gente percebe esse movimento do menor, cada vez querer menos e mais bacana. O espaço tem 200 lugares, mas tem uma qualidade de som e uma acústica incríveis. A intenção não é fazer algo pequeno que vai crescer, como as festas que esses DJs propagaram, mas sim de fazer um verão com boa música, gente bacana, um lugar legal e um visual incrível. A primeira festa é dia 8/01 e só para convidados. A gente ainda não definiu o preço da entrada, mas não serão tão baratos quanto os shows, a ideia é justamente não ter preocupação com bilheteria, mas com a frequência de amigos de amigos, sabe?

Depois dos shows em novembro e dezembro, a programação segue já fechada até março! Se liga nas datas e atrações:

10/01 – Larissa Luz

17/01 – Lica Tito

24/01 – Pedro Miranda

07/02 – Flavio Renegado

14/02 – Illy Gouveia

14/03 – Não recomendados

28/03 – Exército de Bebês

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