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RIOetc em Casa #3 entrevista Gabi e Lucas @casinhadaportazul

Fotos:
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Texto: Haydée Lima

Na nossa terceira visita da série #RIOectEmCasa, em busca de criar novos laços com cariocas que carregam um pouquinho do Rio pelo mundo, tivemos a alegria de conhecer a Gabi e o Lucas, idealizadores da Casinha da Port’Azul (@casinhadaportazul).

A Gabi é visual merchandiser e trabalhou com moda durante 11 anos na Farm no Brasil. O Lucas, jornalista esportivo da CBF, hoje cursa um mestrado em gestão esportiva em Portugal. Os dois cariocas viveram a infância toda no mesmo bairro do Rio, se conheceram e se apaixonaram na adolescência. Desde então, o amor dos tempos de escola só cresceu, e há 3 anos eles se casaram e foram morar em uma vila, na Tijuca. Assim que alugaram a casa, decidiram pintar as portas e janelas de azul e foi lá que nasceu a Casinha de Porta Azul. Moraram nesse endereço por 2 anos, que foi ponto de encontro de incontáveis celebrações da família e amigos. Hoje, o casal vive em Lisboa e tem planos de ficar por lá, em sua nova casa que transborda brasilidade e carioquice :)

Em que rua/bairro fica localizada a casa/apartamento de vocês? Há quanto tempo moram nessa casa/apartamento? Qual a história de vocês com esse lugar?

Fizemos a mudança do Rio para Portugal bem rápido e chegamos em agosto, que é uma época de muita procura por imóveis aqui. Então, apesar da grande oferta, é difícil achar um lugar bom em tão pouco tempo. Estávamos com muito receio, pois aqui é bem comum o aluguel de apartamentos já mobiliados e tínhamos acostumado com a nossa casa toda prontinha do nosso jeito no Brasil… Mas tivemos muuuita sorte, pois logo que chegamos, um amigo que estava indo passar 20 dias no Brasil, nos ofereceu de ficarmos no apartamento dele e assim tivemos tempo de escolher nossa casa com mais calma. E depois de muita procura, encontramos um lugar lindo, que era o nosso sonho e a nossa cara! Ele estava todo reformado, com área externa, num endereço bem especial, em cima de um restaurante italiano, perto de uma pracinha, sorveteria, igreja… Fora que o proprietário era um senhor super querido. E foi o maior achado, pois logo depois começou a quarentena e ficamos muito tempo dentro de casa. Esse apartamento fica em Paço de Arcos, à 20 minutos do Centro de Lisboa e de Cascais, que tem praias maravilhosas, então tudo se encaixou. Estamos aqui há 10 meses e somos muito felizes.

Vocês acreditam que a casa de vocês conta uma história? Quais os lugares e cantinhos preferidos da casa para vocês?

Como dissemos, tivemos muito receio de alugar um lugar já cheio de móveis que não tivessem a ver com a gente. E esse apartamento estava vazio, o que por um lado foi ótimo, começamos com uma tela em branco. Por outro lado, tivemos que arcar com um gasto maior para mobiliar a casa inteira do zero. Aqui em Portugal tem o IKEA, que é uma ótima opção de loja com preços bem acessíveis. Porém, é um lugar onde todo mundo compra móveis pois é a única opção com essa faixa de preço, então todas as casas tem uma cara muito parecida, e eu não queria que a nossa ficasse assim, costumo dizer que na nossa casa só a gente moraria, pois é uma casa com muita personalidade. Decidimos que os móveis maiores que não teríamos como trazer do Brasil a gente compraria no IKEA e todos os objetos de decoração a gente ia montando aos poucos, trazendo coisas nossas, fotos, lembranças de viagem, do nosso casamento, enfim. Desde que chegamos aqui, já fizemos algumas viagens e trazemos sempre esses objetos que nos preenchem e contam muito sobre a gente. Também somos apaixonados por plantas, na nossa casa do Brasil tínhamos um jardim com muuuitas plantas, é algo que amamos e nos dedicamos juntos diariamente. Quando chegamos a Portugal, começamos a colocar as plantas aos poucos, mas na quarentena chegamos ao limite, é tanta planta que não cabe mais! Não consigo escolher só um cantinho da casa como meu preferido, mas a sala é o lugar onde mais ficamos, principalmente o canto da cadeira de palha e da rede, onde pegamos sol e olhamos para a pintura colorida da parede que é um espaço muito especial pra nós dois.

Como foi para vocês a mudança do Rio para Lisboa? Vocês transportaram muitos elementos que remetem ao Brasil e ao Rio para a casa de Portugal?

Eu sempre quis muito trazer coisas do Brasil, foi minha ideia número 1 pra decoração da nossa casa aqui em Portugal. Sou apaixonada, por exemplo, pelas medalhas da Eulírica da Camila que faz umas pinturas em louça em grandes formatos para pendurar na parede e são lindas, tem várias que eu quero ter, mas agora com a quarentena não vou conseguir! Então eu não compro nada de decoração aqui, porque quero esperar para trazer tudo do Brasil. A mudança foi tranquila e não trouxemos todos os nossos objetos afetivos no início, pois não tínhamos lugar certo ainda para morar e também porque, como trabalhei 11 anos na Farm, vocês podem imaginar a quantidade de roupas que eu trouxe para cá. Contando no dedo, trouxemos: um prato pintado do nosso casamento, com a arte do convite; uma plaquinha da Casinha de Porta Azul, que nosso amigo me deu de aniversário; uma plaquinha de quando fomos chamados para ser padrinhos do nosso afilhado; fotografias nossas; um presépio em barro que compramos na Itália e uma medalha que compramos em Paris, numa viagem muito especial que fizemos juntos. Essas eram as coisas mais importantes pra nos acompanhar nessa nova etapa da nossa vida.

Nos contem sobre a @casinhadaportazul. Como essa ideia nasceu e como tem sido compartilhar conteúdo com tanta gente por lá?

Bom, eu e o Lucas namoramos por 11 anos e numa viagem ele me pediu em casamento. Era algo que eu nem imaginava que pudesse acontecer naquela época. E foi lindo, vivemos muitas conquistas juntos e eu sempre digo que a Casinha de Porta Azul conta muito dessa história, de duas pessoas que puderam alcançar o sonho de ter o nosso espaço, o nosso cantinho no nosso tempo. E aí, numa brincadeira, o Lucas criou o instagram da Casinha e, ainda no Brasil, a gente levava sem muita preocupação com as fotos, estávamos muito envolvidos com nossos trabalhos e não postávamos sempre, enfim, tínhamos em torno de 3 mil seguidores e nunca havíamos feito nenhum trabalho através do perfil. Já quando viemos pra cá, tivemos a oportunidade de decorar uma tela em branco e nos animamos de voltar com o projeto, então fomos ganhamos cada vez mais seguidores, muito organicamente. Achamos que, com a quarentena, estreitamos mais ainda os laços com a nossa casa, e isso aconteceu com todo mundo, de certa forma, então nos conectamos muito com muita gente em poucos meses. Hoje estamos com 34 mil seguidores e fazemos conteúdos para marcas, temos parcerias sobre decoração com agências aqui da Europa e do Brasil e estamos muito felizes com toda a repercussão desse movimento!

Como a quarentena transformou a relação de vocês com a casa e com a rua?

Somos muito privilegiados de ter uma casa tão aconchegante e gostosa, eu acredito muito no poder que as cores e as estampas tem de dar vida e nos fazer sentir bem em um lugar. Eu e o Lucas somos muito caseiros, nossa casa sempre foi o lugar de encontrar os amigos, tudo sempre aconteceu em torno de onde a gente mora. E pra gente, apesar da obrigação do isolamento, a quarentena foi um momento de aproveitar muito as coisas boas da nossa casa. Claro que foi um pouco difícil, pois estávamos aqui há pouquíssimo tempo e não podíamos sair para nada, mas isso é tão pequeno que não podemos reclamar, foram dias muito confortáveis. E agora, que voltamos a sair para trabalhar, valorizamos muito mais tudo o que temos e o que está à nossa volta.

Deixem aqui uma mensagem do seu coração para o Rio.

Hoje, por estar longe, eu sei que o Rio é o lugar mais lindo do mundo. Eu digo que não é nem justo com as outras cidades do mundo, tamanha beleza! O Rio é onde o meu coração está, onde estão as pessoas que eu mais amo na minha vida, nossa família, amigos… De vez em quando me bate uma vontade inexplicável de andar pelo Humaitá, atravessar o Rebouças e parar na Lagoa para ficar um bom tempo apenas observando, comer uma esfirra no Largo do Machado e tomar um banho de mar. Fizemos a nossa escolha de morar aqui pelos nossos motivos, mas sabemos que o Rio está aí, com tudo aquilo que amamos e quando voltarmos será muito especial.

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RIOetc em Casa #3 | Conteúdo: Haydée Lima | Fotos: Casinha de Port’Azul

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