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De mãos no chão e pernas pro ar

Fotos:
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Texto: RIOetc

[Carolina Tardin]

Um final de semana pra marcar o bairro da Vila Operária, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense – o MOF, Meeting of Favela, é o maior evento voluntário de arte urbana da América Latina.  Moradores cedem varandas e fachadas de suas casas pra ser palco do grafiti e da música – é quando o bairro fica colorido e cheio de vida. Vida essa que perdura mesmo depois do festival.

Quem faz parte de toda essa história é o Slum Breaker’s, a crew de b-boys que este ano é atração do evento (pra espiar um pouquinho, clica aqui). De mãos no chão e pernas pro ar, o break dance é parte intrínseca da vida dos oito integrantes: Pedrinho Brum, Zulu, Lucas Zina, Figh, Justin, J-v, Oliver e Sancho. Criada há três anos, a crew nasceu como um coletivo de estudos, uma forma de compartilhar e trocar o que cada um já vivia da cena – na época, com menor força de propagação e menos unida do que vemos hoje. Essa característica perdura e é seu diferencial: ali acontece a união de membros espalhados pelo Rio. A sede é em Duque de Caxias, mas também tem gente do Centro, de Cabo Frio e Petrópolis.

Ao longo dos anos, eles já participaram coletivamente e individualmente de confrontos e batalhas. Justin e Pedrinho, nos anos de 2013 e 2014 respectivamente, participaram da Red Bull BC One nas etapas nacionais em SP e Goiânia. No início desse mês, Pedrinho e Zulu foram convidados de um evento em Lille, na França, sobre cultura hip-hop e contemporânea.

Essa mobilização e missão de encontrar uma energia em comum na dança de rua vão até o MOF com uma conexão especial. É uma missão pra eles mobilizar a galera do meio da dança pra agregar o festival – e eles garantem que vão estar em peso por lá. Além da dança, Sancho, um dos membros da crew, vai estar no evento com sua exposição fotográfica, realizada em parceria com o coletivo “Cena BXD“.

A décima edição do evento começa às 10h neste domingo, 29/11. Pra quem quiser ver de perto o que Pedrinho, brilhantemente explicou pra gente: “É algo a mais que uma atividade no cotidiano, é um estilo de vida. A gente não vive da dança, mas vive pra dançar.”

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Fotos: Juliana Rocha

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