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“Criatividade tem técnica, não é indolor”

Fotos: Tiago Petrik
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Texto: RIOetc

“Vivemos hoje no negócio das ideias. E neste negócio nunca foi tão urgente criatividade, e nunca foi tão urgente uma formação. Para realmente exercer a criatividade com consistência e técnica. Quanto mais preparado você estiver, mais oportunidades você vai conseguir.”

Isso vale para profissionais que podem estar numa agência de propaganda, numa startup, numa produtora, numa empresa de conteúdo ou de eventos. Netflix, Facebook… Receita aparentemente simples, né?

Mas Paulo André Bione – vulgo P.A. –, autor da frase, vai além para desfazer qualquer ilusão: “As pessoas têm uma visão romântica de criatividade. E criatividade tem técnica, processo. E isso não é indolor. Mas quando você conquista aquilo e realiza, a satisfação é muito grande.”

P.A. é sócio-diretor da Miami Ad School, responsável pela parte acadêmica da escola – “meio que curador da estrutura pedagógica”, como diz. Está à frente desde a instalação da Miami no Brasil, há 16 anos, em São Paulo. No Rio, já conta 5 anos. Apesar das dores, mas especialmente por causa das delícias de ser o que é, o publicitário não titubeia ao dizer que “somos hoje, sem sombra de dúvidas, a escola de criatividade que tem a entrega mais forte. O aluno sai daqui tendo vivido uma grande experiência, muito preparado. O produto final, que é o portifólio dele, é muito competitivo, acima da média. Com muito mais cara de trabalho profissional do que amador”. Sem falsa modéstia, nem tampouco exagero.

A filial paulistana foi a primeira fora dos Estados Unidos. Hoje, a Miami está localizada em 16 cidades do mundo. E é muito comum que, nos dois anos de formação, os alunos façam intercâmbios em Berlim, Madri, Buenos Aires, Sydney, Bombai, Tóquio… E, melhor, tendo acesso a estágios nas principais agências de cada um desses endereços. “Isso permite que a network deste aluno triplique, quadruplique, entre professores e novos colegas”, resume Paulo.

Parece divertido, e é mesmo. Mas, repetindo o raciocínio lá de cima, nada vem sem dor. P.A. é o responsável pelas boas-vindas aos estudantes, e é ele quem já coloca o sarrafo numa altura que não permite meios-compromissos. “É como se fosse um ritual de passagem, o aluno precisa me enfrentar de cara. Falo de estruturas básicas de desenvolvimento de processos criativos, e já dou o tom de um nível de exigência alto. Nunca passo a mão na cabeça de aluno. Acho que existe uma transição de uma ingenuidade para uma consciência criativa. E essa transição tem suas pedreiras. A cada vitória, você adquire mais consciência criativa, o que significa ter mais critério. Já sabe o que é bom ou ruim, o que vai funcionar. Minha aula é pra construir esse critério”.

Depois de encerradas as aulas, P.A. garante, o que ficam são amizades duradouras. “A Miami é uma grande família. Quando você tem uma família, você tem uma conexão muito mais intensa. Dentro dessa troca, é uma grande experiência de vida. Você vai ficar aqui dois anos vivendo grandes coisas, se relacionando. E numa grade em que você tem uma mistura multidisciplinar”, avalia.

Além dos cursos regulares, a Miami conta com diversos cursos do business creativity. Daqui até o fim do ano, ainda estão com inscrições abertas os seguintes cursos na Miami Rio:

Pocket de Liderança Criativa, com início em 7 de novembro.

Pocket de Planejamento de Comunicação, com início em 9 de novembro.

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