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Não me Chamo Mãe

Fotos: Wendy Andrade
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Texto: RIOetc

@instabrabo

“Ser mãe não nos define. Ser mãe é apenas mais um dos aspectos das nossas vidas. Acima de tudo somos todas MULHERES. Aqui sororidade é verbo, empoderamento é travesseiro, empatia é cobertor e amor é sangue nas veias.”

Você acabou de ler a apresentação do site Não me Chamo Mãe, criado pela redatora e produtora de conteúdo Bruna Messina. Ela é a nossa quarta convidada para o editorial de março.

O projeto é sustentado por mais de 20 colaboradoras, todas mães: desde a programação do site aos conteúdos. O veículo explora por meio de artigos, experiências, relatos (e mais) o que significa ser mãe na sociedade em que vivemos. Sociedade, diga-se de passagem, que muitas vezes acaba colocando o termo no centro do moralismo conservador.

“Eu comecei a enxergar uma demanda muito forte de questões a serem colocadas em relação às mães que não eram faladas em nenhum site, nenhum portal. Não é só a desromantização da maternidade, isso já tem mulheres maravilhosas que fazem, como a youtuber Hel Mother, por exemplo. Já ouvi muitas mulheres reclamando que, desde o pré-natal até a escola, você é chamada de mãe. Isso é o resumo da exclusão da individualidade de uma mulher que tem um filho. A “mãe” é uma mulher que não pode usar decote, não pode sair à noite sozinha… Se eu for em alguma festa, por exemplo, todas as pessoas vão perguntar “cadê a Zoé?”. E se eu falar que está com o pai, perguntam: “nossa, mas ela fica tranquila com o pai?” ou então “nossa! que pai incrível”. Afinal, um “paizão” é uma mãe no seu dia a dia habitual.

“Há pouco tempo, logo depois do carnaval, eu postei uma foto bebendo uma long neck de Heineken enquanto eu amamentava a minha filha ao mesmo tempo. Eu sabia que seria polêmica mas não imaginava que tomasse uma proporção tão bizarra. [Inclusive, no 8 de março, saiu uma matéria sobre a Bruna e o acontecimento na Vice]. Pessoas me xingaram de vagabunda, alcoólatra… Ao mesmo tempo, muitas pessoas vieram falar positivamente sobre isso. Eu repostei a mesma foto no facebook falando que a “família tradicional brasileira” estava revoltada que eu – mãe – estava bebendo uma cerveja. No Não Me Chamo Mãe, uma das primeiras matérias que a gente postou foi falando sobre álcool e amamentação. Baseado em estudos científicos e escrito por uma nutricionista e especialista em amamentação, o artigo explica que há sim tolerância para o consumo de álcool enquanto se amamenta. Claro que ninguém aqui está falando em encher a cara, além do bom-senso!” A Bruna ressaltou várias vezes que não tem intenção de fazer apologia ao álcool, claro.

O site, portanto, toca na ferida dessa ideia de mãe santificada que não pode mais fazer nada: não tem mais tesão, não pode sair à noite, não pode beber… “A mãe tem que estar em casa cuidando do filho, né? Afinal, se não está com você, está com quem? Com o pai? Ah! Não é a mesma coisa, né?! O pai da minha filha é DJ e sempre que encontram com ele à noite não perguntam sobre a Zoé. E se ele responder “tá com a Bruna”, ninguém vai indagar “sério? mas ela fica bem com a Bruna?”, finaliza. Por todos os julgamentos que as mulheres passam e, principalmente mães, o veículo é mais do que essencial. Tem relato, estudos científicos que desmistificam “saberes” populares, programas para mães fazerem com os filhos, inspirações, e o mais importante: alimenta uma rede que ajuda a várias mulheres <3 Recomendamos a visita – sendo mãe ou não, sendo mulher ou não – conhecimento nunca é demais.

Bruna veste:

– Maiô Aro: R$ 249,00
– Short Duas: R$ 175,90
– Blusa Quim: R$ 199,90
– Colar Erikaz: R$ 149,00
– Brinco Estúdio Ripa: R$ 140,00

 

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