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Muito Prazer, Coletivo Trama

Fotos:
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Texto: RIOetc

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Fotos: Juliana Rocha

[Vivian Melchior]

Imagina a rua sendo um palco de lazer, cujo espaço é gratuito, acessível e público. Isso tudo soa muito óbvio mas, na prática, sabemos que não é tão simples assim. Foi pensando em transformar esse “óbvio” em algo possível, visível, habitado e sobretudo prazeroso, que surgiu o Coletivo Trama.

Tudo começou durante uma disciplina do curso de Desenho Industrial da PUC-Rio chamada Projeto – para quem não conhece os detalhes do curso, ouso dizer que percorrer o caminho dos projetos não é para qualquer um: a tarefa envolve muito trabalho e mão na massa e vai bem além da sala de aula. O tema da disciplina naquele período era lazer. Ora, nada mais oportuno que pensar na rua como esse espaço, certo? Eis que cinco jovens criam o Trama, uma rede de mobilização criativa para colocar essa ideia em prática de forma colaborativa, como o nome sugere. O objetivo era claro: existem coisas muito legais na cidade que não se comunicam entre si, porque não juntá-las?

Funciona mais ou menos assim: o trabalho deles é voltado para a articulação e construção colaborativa de projetos – desde o mapeamento de iniciativas colaborativas no Rio de Janeiro até pensar outras relações na cidade. “A gente estimula essa criação de conexões, de parcerias e de projetos que possam ser feitos juntos”, conta Felipe Salazar, um dos fundadores do grupo. Um exemplo é o próximo evento organizado por eles, chamado Hackatrama (que já acontece nesse final de semana): trata-se de uma maratona de hacking que junta vários desenvolvedores para pensar em uma plataforma online para estimular iniciativas colaborativas na cidade. Sintetizando, eles fazem a mediação de projetos que já existem na cidade com espaços e/ou pessoas, e os alimentam com sua rede de contatos. Outro exemplo é a Mapjam, uma plataforma colaborativa de mapas do Google. Nesse projeto, feito em parceria com o Meu Rio, eles mapearam a cidade inteirinha de acordo com seus contatos e redes. O site já foi visualizado por mais 4 mil pessoas. O mais legal é que as informações podem (e deve!) ser editadas por todos.

No próximo semestre o foco deles será correr atrás de modelos de negócios ou formas de financiamento coletivo para viabilizarem algum retorno financeiro a partir das atividades que o coletivo promove. Vale dizer que até aqui eles vêm fazendo tudo com amor, carinho e de forma voluntária! Já foram pelo menos quatro eventos ao longo desse último ano, todos organizados, produzidos e realizados por eles. (Aí na foto só estão três dos cinco fundadores: Felipe, Gabriela e Karmel. Hoje, eles são quase 12 integrantes.)

O maior objetivo do Trama é tornar visíveis coisas e/ou os espaços que já acontecem e fazem parte da cidade, mas que ainda não têm tanta abrangência, relvância e utilidade social quanto poderiam ter. Eles querem trabalhar a cidade, pensar relações e potencializar iniciativas que mobilizem pessoas > espaços > ações: de maneira crescente mas não necessariamente nessa ordem. E aí, conhece alguém que poderia ajudar nessa nova fase do pessoal? Ou ficou de olho na programação e quer saber das novidades sempre em primeira mão? Então cola neles por aqui!

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