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Censurada

Fotos: Tiago Petrik
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Texto: RIOetc

@helenisschmidt

“Pra derrubar uma página que tem conteúdo machista, homofóbico e racista é difícil; mas quando tem arte feminista ou que desagrade macho, já basta pra ser derrubada”, conta a Helena Schmidt, designer e artista independente.

Ontem – véspera do dia Internacional da Mulher – sua página, portfólio e principal meio de divulgação no instagram @helecolagens foi censurada. O motivo? Ela foi publicada por uma atriz que comprou uma de suas colagens e ganhou milhares de seguidores. Junto, vieram os haters. “Meu trabalho tem como objetivo passar mensagens de empoderamento feminino e criticas à sociedade machista. Até onde sei, isso não é contra os Termos de Uso do Instagram. Decidi que em março eu iria postar uma colagem nova por dia com a temática feminista em homenagem ao mês das mulheres com a #MarçoDasManas, e assim comecei. Certamente meu trabalho está fazendo seu efeito: se tantos machos se sentiram incomodados TÁ TUDO CERTO”, finaliza.

É importante ressaltar que a Helena cobre todos os peitos e partes íntimas de suas colagens com nudez – do jeito que a sociedade manda e impõe. Como diz sua ilustração: “o vulgar não tem vez” [no corpo das mulheres]. Vulgar é o machismo, a misoginia e o feminicídio.

Que nada nos defina e nem nos censure. Vamos juntas!

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