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Douglas Lemos e o lado B

Fotos: Tiago Petrik
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Texto: RIOetc

Douglas Lemos tem apenas 25 anos, mas pode-se dizer que gosta de “coisa da antiga”, como diria Nei Lopes. O garoto se derrete pelos sambas e compositores do outro século, não se apegando aos mais clássicos. O lado B, digamos assim.

Inspirando-se naqueles que não ganharam muito crédito no passado, ele quer mostrar pra essa nova geração o que estão perdendo e o que foi perdido no meio de tantas composições geniais. Essa paixão surgiu quando era criança. Ainda pequeno começou a tocar piano e percebeu a aptidão pra música. Cresceu sonhando em fazer isso, mas decidiu terminar a escola e a faculdade antes. Quando fez mais ou menos 17 anos, começou a se juntar com amigos e trocar referências de músicos, compositores, sambistas e criaram uma roda de samba, o Sambachaça, apresentando-se em bares pela Lapa e Catete.

Com o passar dos anos, entrou para a faculdade de Engenharia, mas continuou se dedicando a música.  Depois de um tempo, Douglas decidiu dar uma pausa do curso e foi morar em Berlim. Lá fez diversos shows de MPB para os gringos – mas sempre o “lado A”. “Tem uma hora que cansa ficar cantando Garota de Ipanema”, diz.  Quando voltou, lançou seu primeiro EP, com músicas autorais, com referências de jazz, entre outros sons, e acabou deixando o curso de lado.

Hoje, se apresenta com seu grupo de amigos e as vezes sozinho, só voz e violão. Continua com a mesma pegada e os mesmos objetivos. Quer trazer pro ouvido do povo um pouco de novidade e aquilo que já foi dito, mas não foi escutado. Até o fim do ano, vem aí mais um disco próprio, desta vez com duas parcerias com Moacyr Luz. Coisa fina.

Pra conferir esse som em primeiríssima mão, chega aqui no domingo. É a primeira parada da Estação RIOetc! Largo dos Leões, 81C – Humaitá.

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