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Uma vida descomplicada, por Raquel e Filipe

Fotos: Tiago Petrik
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Texto: RIOetc

A Raquel e o Filipe formam o 2º casal da série FIEVER City Diver Talks. Juntos há quase 10 anos, foi nas areias de Ipanema durante o verão carioca que o paulista e a suíça se encontraram. E que encontro! “Quando conheci o Filipe, eu estava cursando Direito, mas trabalhando muito como modelo. Ficamos anos nos vendo só quando eu tinha folga das viagens e, depois de um tempo, percebi que queria estudar e fazer algo que eu amasse. Pensei em ir pra Berlim, fazer comunicação e o Filipe ‘por que você não vem pro Brasil?’ e eu ‘fazendo o que?’ e ele ‘moda! Você é uma das pessoas mais criativas que eu conheço!’. Dois meses depois eu estava cursando moda aqui no Brasil”, conta Raquel, criadora da marca de roupa feminina Wymann.

O Filipe também joga no time dos versáteis e faz de tudo: foi diretor de arte e criação em agência de publicidade, já teve banda com o João Brasil – que estourou e foi parar até na novela! –, abriu recentemente uma tapiocaria em Nova York e hoje toca a Janeiro, agência e estúdio criativo que nasceu em janeiro desse ano. A relação dos dois começou na rua e por aqui permanece. “Quando a gente se conheceu, eu morava em um apêzinho de temporada que era bem miudinho, então a gente vivia na rua. E é um hábito que a gente continua. A gente gosta de estar na rua, trocar ideia, se a gente tem algum assunto pra discutir a gente faz na rua. A rua é o seu espaço. Acho que é uma noção que as pessoas vão perdendo, mas isso aqui é o nosso espaço, mesmo compartilhado, é a nossa casa”, explica Filipe.

Juntos ou tocando seus projetos, os dois se consideram ON-THE-GO. “Eu fiz a Wymann porque a vida tem que ser descomplicada. Eu preciso ir de um lugar pro outro toda hora, estou sempre me movimentando, sou muito ativa. É engraçado que eu sempre fui uma mulher salto. Usava muito, todo dia. Mas acho que faz uns três anos que eu raramente uso salto. Não sei porque.” Segundo o Filipe, cariocou! “Eu acho que a dinâmica do mundo mudou. As pessoas estão se locomovendo mais e o conforto acaba sendo algo que você necessita e no final você precisa de um conforto mais apresentável. Eu já tive minha fase executiva, mas hoje eu acho que quanto mais básico e clássico você vai pra qualquer lugar. Esse tênis serve tanto pra um evento mais social, até pra Comuna que eu vou tocar mais tarde. É uma realidade, deixou de ser discurso e virou prática.”

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